Tricomoníase Vaginal: Diagnóstico e Tratamento com Metronidazol

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 36 anos de idade, sem comorbidades, apresenta queixa de corrimento vaginal profuso, amarelado, acompanhado de ardor genital, disúria e dor durante relação sexual. Refere que os sintomas se acentuam no período pós-menstrual. Ao exame ginecológico, foi observada hiperemia dos genitais externos e presença de corrimento espesso, de aspecto purulento, exteriorizando-se pela fenda vulvar. Ao exame especular, aumento do conteúdo vaginal, de coloração amarelada e com odor, paredes vaginais hiperemiadas, observando-se o “colo uterino com aspecto de morango”. Diante do exposto, o diagnóstico e o tratamento adequado são:

Alternativas

  1. A) Candidíase vaginal, prescrever nistatina 100.000 UI, uma aplicação, via vaginal, à noite por 14 dias.
  2. B) Vaginose bacteriana, prescrever metronidazol 250mg, 2 comprimidos VO, 2x/dia, por 7 dias.
  3. C) Herpes genital, prescrever aciclovir 200mg, 2 comprimidos, VO, 3x/dia, por 7 dias.
  4. D) Tricomoníase, Metronidazol 400mg, 5 comprimidos, VO, dose única (dose total 2g).
  5. E) Vaginite atrófica, prescrever estriol 1% tópico.

Pérola Clínica

Corrimento vaginal amarelado/purulento + odor + "colo em morango" + disúria/dispareunia → Tricomoníase.

Resumo-Chave

A tricomoníase, causada por Trichomonas vaginalis, é uma IST que se manifesta com corrimento vaginal profuso, amarelado-esverdeado, espumoso e com odor fétido. O sinal patognomônico, embora nem sempre presente, é o "colo uterino em morango" (colpite maculosa), devido à hiperemia e petéquias.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis, que afeta principalmente o trato geniturinário. É uma das ISTs não virais mais comuns globalmente, com alta prevalência e impacto significativo na saúde reprodutiva, podendo aumentar o risco de outras ISTs, incluindo o HIV, e complicações na gravidez. O quadro clínico típico inclui corrimento vaginal profuso, amarelado-esverdeado, espumoso e com odor fétido, frequentemente acompanhado de prurido, ardor genital, disúria e dispareunia. Um achado clássico, embora presente em uma minoria dos casos, é o "colo uterino com aspecto de morango" (colpite maculosa), resultado de hiperemia e petéquias no colo. Os sintomas podem se acentuar no período pós-menstrual devido a alterações do pH vaginal. O diagnóstico é feito pela visualização do protozoário móvel em exame a fresco da secreção vaginal ou por testes moleculares. O tratamento de escolha é o metronidazol, que pode ser administrado em dose única (2g via oral) ou em esquema de 7 dias. É crucial tratar simultaneamente todos os parceiros sexuais para prevenir a reinfecção e controlar a disseminação da doença. A correta identificação e tratamento são essenciais para a saúde da paciente e para a saúde pública.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da tricomoníase?

A tricomoníase causa corrimento vaginal profuso, amarelado-esverdeado, espumoso e com odor fétido, acompanhado de prurido, ardor genital, disúria, dispareunia e, em alguns casos, o "colo uterino em morango".

O que é o "colo uterino em morango" e qual sua importância diagnóstica?

O "colo uterino em morango" ou colpite maculosa é um achado no exame especular caracterizado por hiperemia e petéquias no colo do útero, sendo um sinal patognomônico, embora infrequente, da tricomoníase.

Qual o tratamento de escolha para a tricomoníase?

O tratamento de escolha é o metronidazol, que pode ser administrado em dose única (2g via oral) ou em esquema de 7 dias. É fundamental tratar também o parceiro sexual para evitar reinfecção.

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