SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Adolescente, 18 anos, queixa-se de corrimento volumoso e fétido. Ao exame ginecológico, observa-se hiperemia vulvar, conteúdo vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido, paredes vaginais hiperemiadas e colo uterino apresenta pequenas manchas vermelhas. O exame direto do conteúdo vaginal identificou microorganismos com flagelos móveis na lâmina. Diante deste quadro clínico, qual o tratamento indicado?
Corrimento amarelo-esverdeado bolhoso, colo em framboesa e flagelos móveis → Tricomoníase = Metronidazol 2g VO dose única.
O quadro clínico de corrimento vaginal amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido, associado à hiperemia e "colo em framboesa", é altamente sugestivo de tricomoníase. A confirmação por exame direto com visualização de protozoários flagelados móveis estabelece o diagnóstico. O tratamento de escolha é o metronidazol, preferencialmente em dose única oral.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. É uma das ISTs não virais mais comuns globalmente, afetando tanto homens quanto mulheres, embora as mulheres sejam mais frequentemente sintomáticas. A fisiopatologia envolve a aderência do protozoário às células epiteliais da vagina e uretra, causando inflamação. Os sintomas resultam da resposta inflamatória e da produção de substâncias que alteram o pH vaginal. O "colo em framboesa" é patognomônico, causado por micro-hemorragias. O tratamento de escolha é o metronidazol, preferencialmente em dose única oral de 2 gramas, devido à alta eficácia e adesão. É fundamental orientar sobre a abstinência sexual durante o tratamento e a necessidade de tratar todos os parceiros sexuais para evitar reinfecção.
Os sintomas incluem corrimento vaginal abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido, prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. Ao exame, pode-se observar hiperemia e "colo em framboesa".
O diagnóstico é feito pela visualização de trofozoítos flagelados móveis no exame a fresco do conteúdo vaginal. Outros métodos incluem cultura, testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs) e testes rápidos.
É crucial tratar o(s) parceiro(s) sexual(is) simultaneamente, mesmo que assintomáticos, para prevenir a reinfecção da paciente e a disseminação da infecção, já que a tricomoníase é uma IST.
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