Manejo da Tricomoníase e Rastreamento de ISTs na APS

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2017

Enunciado

Dr. João assume uma estratégia de saúde da família. Dentro da equipe, descobre que o nível de violência familiar na comunidade é alto. Em seu primeiro dia de trabalho recebe a família de Maria e José para atendimento. Esta utiliza com frequência a unidade. Maria e José têm 3 filhos: Ana (6 anos), Ester (18 anos) e Pedro (9 anos); além deles, mora com a família, Carlos, pai de Maria, um senhor de 79 anos, que possui hipertensão arterial e diabetes. Possui uma capsulite adesiva intensa e dificuldade visual. Ester, com muita vergonha do Dr. João, pergunta se ele pode encaminhá-la ao ginecologista. O médico explica que precisa entender o que está acontecendo com ela. Ela conta que começou com um corrimento amarelado e de odor fétido. No exame físico, não apresentava outras alterações. Nesse caso,

Alternativas

  1. A) o melhor a fazer é solicitar uma cultura para fungos.
  2. B) deve-se iniciar tratamento para cândida e tratar possível parceiro.
  3. C) ao pensar em tricomoníase, é importante fazer exames para outras doenças sexualmente transmissíveis.
  4. D) deve-se iniciar tratamento com ceftriaxona + doxiciclina + metronidazol.

Pérola Clínica

Corrimento fétido + suspeita de Tricomoníase → Rastrear outras ISTs (HIV, Sífilis, Hepatites).

Resumo-Chave

A presença de uma IST, como a tricomoníase, aumenta a probabilidade de coinfecções. O rastreamento ampliado é mandatório para um cuidado integral.

Contexto Educacional

O manejo das queixas ginecológicas na Estratégia de Saúde da Família deve ir além da abordagem sindrômica. A tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, é uma IST clássica. Diferente da vaginose bacteriana ou candidíase, sua presença exige obrigatoriamente a investigação de coinfecções, o tratamento do parceiro e a oferta de testes rápidos. A abordagem centrada na pessoa permite que o médico explore vulnerabilidades e promova educação em saúde sexual efetiva.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sinais clínicos da tricomoníase?

A tricomoníase manifesta-se frequentemente com corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso, de odor fétido, acompanhado de prurido e hiperemia vaginal. Ao exame especular, pode-se observar o 'colo em framboesa' (colpite focal) em cerca de 2% a 5% dos casos.

Por que rastrear outras ISTs em pacientes com tricomoníase?

As ISTs compartilham os mesmos fatores de risco comportamentais. Além disso, a inflamação causada pelo Trichomonas vaginalis facilita a entrada de outros patógenos, como o HIV, tornando o rastreamento de sífilis, HIV e hepatites virais essencial.

Qual o tratamento recomendado para tricomoníase e parceiros?

O tratamento padrão é o Metronidazol (2g via oral em dose única ou 500mg 12/12h por 7 dias). É fundamental tratar os parceiros sexuais, mesmo que assintomáticos, para evitar a reinfecção e quebrar a cadeia de transmissão da doença.

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