PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Mulher de 32 anos refere corrimento vaginal amarelado, com odor fétido, que, submetido a exame a fresco, revela a presença de elemento em forma de ervilha, móvel, unicelular e flagelado, com uma espinha terminal e uma membrana ondulante, maior que um leucócito polimorfonuclear e menor que uma célula epitelial madura. Baseado nos parâmetros do enunciado, o agente etiológico é:
Corrimento amarelado/esverdeado, fétido + exame a fresco com protozoário flagelado móvel = Tricomoníase.
A descrição do elemento em forma de ervilha, móvel, unicelular e flagelado, maior que leucócito e menor que célula epitelial, é clássica do *Trichomonas vaginalis*, agente causador da tricomoníase, uma DST que cursa com corrimento vaginal amarelado e odor fétido.
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário flagelado *Trichomonas vaginalis*. É uma das causas mais comuns de vaginite, afetando milhões de mulheres anualmente e contribuindo para o aumento do risco de outras ISTs, incluindo o HIV, além de complicações na gravidez. O reconhecimento de suas características clínicas e laboratoriais é fundamental para o residente. Clinicamente, a tricomoníase se manifesta com um corrimento vaginal característico: abundante, amarelado ou esverdeado, bolhoso e com odor fétido ('cheiro de peixe'). Outros sintomas incluem prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. O exame físico pode revelar uma cérvice com aspecto de 'colo em framboesa' (strawberry cervix) devido à inflamação. O diagnóstico é confirmado pelo exame a fresco do corrimento vaginal, onde se observa o *Trichomonas vaginalis* – um protozoário móvel, flagelado, em forma de pera, maior que um leucócito e menor que uma célula epitelial. O tratamento é eficaz com metronidazol ou tinidazol, e é imperativo tratar todos os parceiros sexuais para prevenir reinfecções. A educação sobre práticas sexuais seguras e o rastreamento de outras ISTs são componentes essenciais do manejo. A compreensão detalhada da tricomoníase é crucial para a saúde da mulher e a saúde pública, sendo um tema recorrente em provas de residência.
Os sintomas clássicos incluem corrimento vaginal abundante, amarelado ou esverdeado, bolhoso, com odor fétido (cheiro de peixe), prurido vulvovaginal, disúria e dispareunia. O exame físico pode revelar um 'colo em framboesa'.
O diagnóstico é feito principalmente pelo exame a fresco do corrimento vaginal, que revela a presença de trofozoítos móveis e flagelados de *Trichomonas vaginalis*. A cultura é mais sensível, mas menos utilizada na prática clínica diária.
O tratamento de escolha é o metronidazol ou tinidazol, administrados em dose única oral ou por sete dias. É crucial tratar também o(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar a reinfecção e a disseminação da doença.
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