FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Quais os referenciais anatômicos do triângulo de Sedillot, usado como orientação no acesso da veia jugular interna?
Triângulo de Sedillot: formado pelos feixes esternal e clavicular do esternocleidomastoideo e a clavícula.
O triângulo de Sedillot (ou triângulo supraclavicular menor) é um marco anatômico crucial para o acesso da veia jugular interna. Ele é delimitado medialmente pelo feixe esternal do músculo esternocleidomastoideo, lateralmente pelo feixe clavicular do mesmo músculo e inferiormente pela borda da clavícula.
O acesso venoso central é um procedimento comum e vital na prática médica, utilizado para administração de medicamentos, fluidos, monitoramento hemodinâmico e nutrição parenteral. A veia jugular interna (VJI) é um dos sítios preferenciais devido à sua localização superficial e ao trajeto relativamente reto até o átrio direito. Para um acesso seguro e eficaz, o conhecimento preciso dos marcos anatômicos é indispensável. O triângulo de Sedillot, também conhecido como triângulo supraclavicular menor, é a principal referência anatômica para a punção da VJI. Ele é formado pela divisão dos dois feixes do músculo esternocleidomastoideo (o feixe esternal, mais medial, e o feixe clavicular, mais lateral) e pela borda superior da clavícula. A veia jugular interna geralmente se localiza profundamente a este triângulo, lateralmente à artéria carótida comum. A técnica de punção da VJI, frequentemente realizada pelo método de Seldinger, exige que o operador identifique corretamente esses marcos para direcionar a agulha de forma segura. A utilização da ultrassonografia tem se tornado o padrão ouro para guiar o acesso venoso central, pois permite a visualização direta da veia, da artéria e de outras estruturas adjacentes, reduzindo significativamente o risco de complicações como punção arterial, pneumotórax e hematoma. A proficiência na identificação do triângulo de Sedillot, aliada ao uso da ultrassonografia, é crucial para a segurança do paciente e o sucesso do procedimento.
O triângulo de Sedillot é delimitado pelo feixe esternal do músculo esternocleidomastoideo (medialmente), pelo feixe clavicular do músculo esternocleidomastoideo (lateralmente) e pela borda superior da clavícula (inferiormente).
Este triângulo serve como um marco anatômico confiável para localizar a veia jugular interna, que se encontra profundamente a ele. Sua correta identificação minimiza o risco de punções acidentais de artérias ou outras estruturas.
As complicações incluem punção arterial (carótida), pneumotórax, hemotórax, lesão nervosa (plexo braquial, nervo frênico), infecção e formação de hematoma. A ultrassonografia é recomendada para guiar o procedimento e reduzir riscos.
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