Triângulo de Sedillot: Referenciais para Acesso Jugular Interna

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

Quais os referenciais anatômicos do triângulo de Sedillot, usado como orientação no acesso da veia jugular interna?

Alternativas

  1. A) Feixe esternal do músculo esternocleidomastoideo, feixe clavicular do músculo esternocleidomastoideo e borda da clavícula.
  2. B) Feixe esternal do músculo esternocleidomastoideo, borda inferior da mandíbula e linha média do pescoço.
  3. C) Borda posterior do músculo esternocleidomastoideo, borda anterior do músculo trapézio e terço médio da clavícula.
  4. D) Borda inferior da mandíbula, ventre anterior do músculo digástrico e ventre posterior do músculo digástrico.
  5. E) Feixe clavicular do músculo esternocleidomastoideo, terço médio da clavícula e feixe esternal do músculo esternocleidomastoideo.

Pérola Clínica

Triângulo de Sedillot: formado pelos feixes esternal e clavicular do esternocleidomastoideo e a clavícula.

Resumo-Chave

O triângulo de Sedillot (ou triângulo supraclavicular menor) é um marco anatômico crucial para o acesso da veia jugular interna. Ele é delimitado medialmente pelo feixe esternal do músculo esternocleidomastoideo, lateralmente pelo feixe clavicular do mesmo músculo e inferiormente pela borda da clavícula.

Contexto Educacional

O acesso venoso central é um procedimento comum e vital na prática médica, utilizado para administração de medicamentos, fluidos, monitoramento hemodinâmico e nutrição parenteral. A veia jugular interna (VJI) é um dos sítios preferenciais devido à sua localização superficial e ao trajeto relativamente reto até o átrio direito. Para um acesso seguro e eficaz, o conhecimento preciso dos marcos anatômicos é indispensável. O triângulo de Sedillot, também conhecido como triângulo supraclavicular menor, é a principal referência anatômica para a punção da VJI. Ele é formado pela divisão dos dois feixes do músculo esternocleidomastoideo (o feixe esternal, mais medial, e o feixe clavicular, mais lateral) e pela borda superior da clavícula. A veia jugular interna geralmente se localiza profundamente a este triângulo, lateralmente à artéria carótida comum. A técnica de punção da VJI, frequentemente realizada pelo método de Seldinger, exige que o operador identifique corretamente esses marcos para direcionar a agulha de forma segura. A utilização da ultrassonografia tem se tornado o padrão ouro para guiar o acesso venoso central, pois permite a visualização direta da veia, da artéria e de outras estruturas adjacentes, reduzindo significativamente o risco de complicações como punção arterial, pneumotórax e hematoma. A proficiência na identificação do triângulo de Sedillot, aliada ao uso da ultrassonografia, é crucial para a segurança do paciente e o sucesso do procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais são os limites anatômicos do triângulo de Sedillot?

O triângulo de Sedillot é delimitado pelo feixe esternal do músculo esternocleidomastoideo (medialmente), pelo feixe clavicular do músculo esternocleidomastoideo (lateralmente) e pela borda superior da clavícula (inferiormente).

Por que o triângulo de Sedillot é importante no acesso venoso central?

Este triângulo serve como um marco anatômico confiável para localizar a veia jugular interna, que se encontra profundamente a ele. Sua correta identificação minimiza o risco de punções acidentais de artérias ou outras estruturas.

Quais são as principais complicações associadas ao acesso da veia jugular interna?

As complicações incluem punção arterial (carótida), pneumotórax, hemotórax, lesão nervosa (plexo braquial, nervo frênico), infecção e formação de hematoma. A ultrassonografia é recomendada para guiar o procedimento e reduzir riscos.

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