SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Na colecistectomia, uma das referências anatómicas é o Triângulo de Calot. Esse espaço anatómico é delimitado:
Triângulo de Calot = Ducto Cístico + Ducto Hepático Comum + Artéria Cística (ou borda hepática).
A identificação precisa do Triângulo de Calot é o passo fundamental para a 'Visão Crítica de Segurança' de Strasberg, prevenindo lesões iatrogênicas da via biliar principal.
O conhecimento da anatomia biliar é o pilar da cirurgia digestiva segura. A colecistectomia, embora comum, apresenta riscos significativos de morbidade se a anatomia for mal interpretada, especialmente em casos de inflamação aguda que distorce os planos. A dissecção deve sempre começar na base da vesícula, limpando o tecido gorduroso e fibroso do triângulo para expor claramente as duas estruturas que entram no órgão. Historicamente, a descrição de Jean-François Calot em 1891 focava na localização da artéria cística para ligadura. Hoje, o foco mudou para a preservação da via biliar principal. O reconhecimento de variações anatômicas, como o ducto cístico curto ou inserção baixa, é vital para evitar a 'colecistectomia de fundo para cima' inadvertida que pode levar à transecção do colédoco.
O Triângulo de Calot clássico é delimitado pelo ducto cístico (lateralmente), pelo ducto hepático comum (medialmente) e pela artéria cística (superiormente). Na prática cirúrgica moderna, frequentemente refere-se ao espaço hepatocístico, onde o limite superior é a borda inferior do fígado (segmento IV e V), contendo a artéria cística em seu interior.
Sua importância reside na identificação segura das estruturas antes da clipagem e secção. A dissecção exaustiva desse espaço permite alcançar a 'Visão Crítica de Segurança', garantindo que apenas o ducto cístico e a artéria cística entrem na vesícula, evitando a lesão inadvertida do ducto colédoco ou hepático comum.
Embora os termos sejam usados de forma intercambiável, o Triângulo de Calot original tem a artéria cística como teto. O espaço hepatocístico é delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e a borda inferior do fígado. Este último é o alvo real da dissecção para expor a artéria cística.
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