SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Para a realização de uma colecistectomia videolaparoscópica, são necessários conhecimentos anatômicos básicos sobre a anatomia da árvore biliar e das estruturas vasculares. Nesse sentido, o triângulo de Calot é delimitado anatomicamente pelas seguintes estruturas:
Triângulo de Calot = Ducto cístico + Ducto hepático comum + Borda inferior do fígado.
A identificação precisa do Triângulo de Calot é fundamental para a 'Visão Crítica de Segurança' na colecistectomia, prevenindo lesões iatrogênicas da via biliar principal.
O conhecimento da anatomia biliar é o pilar da cirurgia segura da vesícula biliar. O Triângulo de Calot serve como o principal mapa anatômico durante a dissecção. A variação anatômica é a regra, não a exceção, na árvore biliar, o que torna a identificação cuidadosa do ducto cístico e da artéria cística imperativa para evitar a lesão iatrogênica da via biliar (LIVB), uma complicação grave com alta morbidade. Durante a colecistectomia videolaparoscópica, a tração lateral do infundíbulo da vesícula ajuda a abrir o triângulo, facilitando a visualização. Erros de percepção visual são a causa mais comum de lesões, onde o cirurgião confunde o colédoco ou o ducto hepático comum com o ducto cístico.
Originalmente descrito por Calot em 1891, o triângulo era delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e artéria cística. No entanto, na prática cirúrgica moderna, o termo é frequentemente usado como sinônimo do triângulo hepatocístico, onde o limite superior é a borda inferior do fígado. Esta área é crucial para localizar a artéria cística e evitar lesões no ducto hepático comum.
É uma técnica sistematizada para identificar as estruturas antes de clipar ou seccionar qualquer ducto ou vaso. Consiste em: 1) Limpar a base da vesícula de gordura e tecido fibroso; 2) Identificar apenas duas estruturas entrando na vesícula (ducto cístico e artéria cística); 3) Descolar o terço inferior da vesícula do leito hepático para expor a placa cística.
A estrutura mais importante que transita no interior do triângulo é a artéria cística, geralmente ramo da artéria hepática direita. Além dela, podem ser encontrados linfonodos (como o linfonodo de Mascagni ou de Lund) e, ocasionalmente, ductos biliares acessórios (ductos de Luschka) ou variações anatômicas da artéria hepática.
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