UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
A colecistectomia videolaparoscópica é a cirurgia padrão para os pacientes com colecistopatia calculosa aguda e crônica. No ato operatório, o cirurgião se preocupa com referências anatômicas, para evitar complicações intraoperatórias específicas. O triângulo de Calot, onde se disseca a artéria cística, é formado pela seguintes estruturas:
Triângulo de Calot = Ducto Cístico + Ducto Hepático Comum + Borda Hepática.
O Triângulo de Calot é uma referência anatômica crucial na colecistectomia, pois contém a artéria cística. Embora a descrição clássica inclua o ducto cístico, o ducto hepático comum e a artéria cística, a questão apresenta uma variação comum na prática e em algumas literaturas, onde a borda hepática inferior substitui a artéria cística como limite superior, o que é importante para a dissecção segura.
O Triângulo de Calot é uma área anatômica de extrema relevância cirúrgica, especialmente durante a colecistectomia, seja ela aberta ou videolaparoscópica. Sua correta identificação e compreensão de seus limites são fundamentais para a segurança do procedimento e para a prevenção de complicações graves, como a lesão da via biliar principal. A anatomia dessa região pode apresentar variações, o que exige atenção redobrada do cirurgião. Tradicionalmente, o Triângulo de Calot é delimitado pelo ducto cístico (inferiormente), o ducto hepático comum (medialmente) e a artéria cística (superiormente). No entanto, é comum encontrar variações na literatura e na prática, onde a borda hepática inferior é utilizada como limite superior, como apresentado na questão. Independentemente da delimitação exata, o objetivo principal é isolar e ligar com segurança o ducto cístico e a artéria cística, evitando estruturas adjacentes vitais. A dissecção cuidadosa dentro do Triângulo de Calot é um dos passos mais críticos da colecistectomia. A não identificação clara das estruturas pode levar à ligadura ou secção acidental do ducto hepático comum ou do colédoco, resultando em morbidade significativa. A "visão crítica de segurança" é uma técnica recomendada, que envolve a exposição do infundíbulo da vesícula biliar e a visualização de apenas duas estruturas (ducto cístico e artéria cística) entrando na vesícula, com o leito hepático exposto, antes da clipagem e secção.
O Triângulo de Calot é classicamente delimitado pelo ducto cístico inferiormente, o ducto hepático comum medialmente e a artéria cística superiormente. No entanto, algumas descrições, como a da questão, utilizam a borda hepática inferior como limite superior.
A importância do Triângulo de Calot reside no fato de que a artéria cística, que irriga a vesícula biliar, geralmente se encontra dentro ou nas proximidades deste triângulo. Sua correta identificação e dissecção são cruciais para evitar lesões vasculares e da via biliar principal durante a colecistectomia.
Para evitar lesões da via biliar, é fundamental realizar uma dissecção cuidadosa do Triângulo de Calot, identificar claramente as estruturas (ducto cístico, artéria cística, ducto hepático comum) e aplicar a 'visão crítica de segurança', que exige a visualização de apenas duas estruturas entrando na vesícula biliar.
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