CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Entre as complicações abaixo associadas à injeção intravítrea de triancinolona a mais frequente é:
Complicação mais comum da triancinolona intravítrea = ↑ Pressão Intraocular (PIO).
Embora a endoftalmite seja a complicação mais temida, a hipertensão ocular ocorre em cerca de 30-40% dos pacientes após injeção de triancinolona.
O uso de triancinolona intravítrea (Kenalog ou formulações específicas) revolucionou o tratamento de doenças como edema macular diabético e uveítes. No entanto, seu perfil de segurança exige vigilância. O aumento da PIO geralmente ocorre semanas após a injeção e pode persistir enquanto houver cristais do fármaco no vítreo. Estudos como o DRCR.net demonstraram que, embora eficaz, a triancinolona apresenta maior taxa de efeitos adversos comparada aos anti-VEGFs, limitando seu uso como primeira linha em pacientes fácicos ou com glaucoma pré-existente. O monitoramento da PIO deve ser rigoroso nos primeiros meses pós-procedimento.
A hipertensão ocular (aumento da pressão intraocular) é a complicação mais comum, afetando uma parcela significativa dos pacientes. Ela ocorre devido ao aumento da resistência ao escoamento do humor aquoso pela malha trabecular induzido pelo corticoide.
A formação de catarata subcapsular posterior é extremamente frequente em pacientes fácicos. Complicações mais raras, porém graves, incluem endoftalmite (infecciosa ou estéril), hemorragia vítrea e descolamento de retina.
A maioria dos casos de hipertensão ocular induzida por triancinolona pode ser controlada com colírios hipotensores tópicos. Em casos refratários, pode ser necessária a remoção cirúrgica do depósito do fármaco ou cirurgia de glaucoma.
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