Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
A sepse deve ter seu tratamento iniciado precocemente, uma vez que contribui na diminuição da mortalidade. Várias escalas são utilizadas para triagem de risco no departamento de emergência. Assim, é correto afirmar que:
qSOFA ≥ 2 = Alta especificidade/Baixa sensibilidade para sepse → Não usar isolado para triagem.
O qSOFA prioriza a especificidade (predição de mortalidade), falhando na triagem precoce por baixa sensibilidade. SIRS e NEWS são mais sensíveis para detecção inicial.
A evolução das definições de sepse (Sepsis-3) trouxe o SOFA como padrão-ouro para definição de disfunção orgânica, mas sua complexidade impede o uso na triagem rápida. O qSOFA surgiu como alternativa simplificada à beira-leito, mas sua baixa sensibilidade limitou seu papel como ferramenta de screening. Atualmente, recomenda-se o uso de ferramentas mais sensíveis como o NEWS ou a própria SIRS para o acionamento de protocolos de sepse, garantindo o início precoce da antibioticoterapia e ressuscitação volêmica, fatores que reduzem drasticamente a mortalidade hospitalar.
O qSOFA (Quick Sequential Organ Failure Assessment) foi introduzido pelo Sepsis-3 para identificar pacientes com maior risco de morte. No entanto, estudos demonstraram que ele possui baixa sensibilidade (cerca de 24-50%) para o diagnóstico precoce, embora tenha alta especificidade. Isso significa que muitos pacientes sépticos não pontuam no qSOFA inicialmente, atrasando o tratamento se usado como única ferramenta de triagem.
A SIRS (Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica) foca na inflamação e é altamente sensível, mas pouco específica. Já o qSOFA foca em disfunção orgânica clínica (alteração de consciência, taquipneia e hipotensão). Na prática, a SIRS é melhor para triagem inicial (não deixar passar o caso), enquanto o qSOFA identifica o paciente com alto risco de óbito.
Sim, evidências sugerem que o NEWS (National Early Warning Score) possui uma acurácia superior tanto para detecção de sepse quanto para predição de deterioração clínica quando comparado ao qSOFA, sendo preferido em muitos protocolos por equilibrar melhor sensibilidade e especificidade.
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