Triagem Nutricional Hospitalar: Ferramentas e Periodicidade

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

As ferramentas de triagem nutricional são amplamente conhecidas e utilizadas pelos Nutricionistas para programação de plano de cuidado nutricional em contextos hospitalares em geral, especialmente em ambientes com maior número de idosos. Com relação às principais ferramentas validadas e utilizadas em hospitais, assinale qual encontra-se ERRADA:

Alternativas

  1. A) A grande maioria destes instrumentos se destaca pelo baixo custo e rápida aplicabilidade não são, portanto, restritas somente ao uso por nutricionistas hospitalares, podendo ser usadas por outros profissionais.
  2. B) Há ferramentas que avaliam a mobilidade, problemas neuropsicológicos e a gravidade da doença, mas conhecer o histórico de perda de peso não intencional do paciente é essencial, sendo relevantes perdas ponderais maiores que 5% nos últimos três meses.
  3. C) Não existe consenso sobre método de referência de identificação de pacientes com risco nutricional que contemple todas as necessidades de um determinado serviço, e por isso, recomenda-se a implementação de diferentes ferramentas, de acordo com as especificidades locais.
  4. D) Pacientes com doenças de base que não gerem impacto na piora do estado nutricional, uma vez classificados como "sem risco", devem ser reavaliados novamente em 14 dias caso houver internação prolongada.

Pérola Clínica

Triagem nutricional negativa → reavaliar em 7 dias (não 14) para detectar risco precoce.

Resumo-Chave

A triagem nutricional deve ser dinâmica; pacientes inicialmente sem risco devem ser reavaliados semanalmente (7 dias) para captar deteriorações clínicas precoces durante a internação.

Contexto Educacional

A desnutrição hospitalar é uma condição prevalente que impacta diretamente no prognóstico do paciente, aumentando taxas de infecção e tempo de permanência. Por isso, a triagem nutricional é obrigatória e deve ser realizada de forma universal. Ferramentas como o NRS-2002 são validadas por considerar tanto o estado nutricional prévio quanto o estresse metabólico causado pela doença atual. O erro comum em protocolos institucionais é o espaçamento excessivo entre as reavaliações; o consenso internacional e nacional preconiza que pacientes 'sem risco' sejam monitorados semanalmente (7 dias) para garantir que qualquer declínio seja prontamente abordado.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre triagem e avaliação nutricional?

A triagem nutricional é um processo rápido e simples, geralmente realizado nas primeiras 24-48 horas de internação, para identificar indivíduos em risco de desnutrição que necessitam de uma intervenção ou avaliação detalhada. Já a avaliação nutricional é um processo mais complexo e aprofundado, realizado pelo nutricionista, que utiliza dados antropométricos, bioquímicos, clínicos e dietéticos para diagnosticar a desnutrição e planejar a terapia nutricional específica.

Quais as ferramentas de triagem mais utilizadas?

As principais são: 1) NRS-2002 (Nutritional Risk Screening), padrão-ouro para pacientes hospitalizados, que avalia perda de peso, IMC, ingestão alimentar e gravidade da doença; 2) MAN (Mini Avaliação Nutricional), específica para idosos; 3) MUST (Malnutrition Universal Screening Tool), muito usada na comunidade e hospitais; e 4) ASG (Avaliação Subjetiva Global), que embora seja uma ferramenta de avaliação, é frequentemente usada como triagem por sua eficácia diagnóstica.

Por que reavaliar o risco nutricional a cada 7 dias?

O estado clínico de um paciente hospitalizado pode mudar rapidamente devido a infecções, procedimentos cirúrgicos, jejuns prolongados ou efeitos colaterais de medicamentos. Uma triagem negativa na admissão não garante estabilidade. A recomendação de reavaliação a cada 7 dias visa identificar precocemente aqueles que desenvolveram risco nutricional durante a estadia, permitindo intervenções que reduzam a morbimortalidade e o tempo de internação.

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