FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Lactante, 23 anos, iniciou pré-natal durante o primeiro trimestre com acompanhamento regular sem intercorrências. O seu recém-nascido (RN) nasceu a termo, IG 38+3, nascido de parto normal com um peso 3300 g e altura de 50 cm, Apgar 9 e 10. Permaneceu na unidade neonatal e teve alta hospitalar com 60 horas de vida. Durante este período, realizou teste de triagem neonatal. Sobre a triagem neonatal, pode-se afirmar que
Triagem neonatal: ideal 3º-5º dia de vida. Contaminação da amostra (iodo, álcool, leite) altera resultados.
A triagem neonatal é essencial para o diagnóstico precoce de doenças metabólicas, genéticas e infecciosas. A qualidade da amostra e o momento da coleta são críticos para a confiabilidade dos resultados, sendo a contaminação um fator que pode levar a erros diagnósticos.
A triagem neonatal, popularmente conhecida como 'teste do pezinho', é um programa de saúde pública de extrema importância para a detecção precoce de doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que, se não tratadas a tempo, podem causar sequelas graves e irreversíveis ao desenvolvimento da criança. O diagnóstico precoce permite a intervenção terapêutica antes do surgimento dos sintomas, melhorando significativamente o prognóstico e a qualidade de vida do indivíduo. Para residentes, o conhecimento detalhado sobre a triagem neonatal é indispensável. O processo de triagem envolve a coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido em um papel filtro específico. O momento ideal para essa coleta é entre o 3º e o 5º dia de vida, após o estabelecimento da amamentação ou alimentação, para que os metabólitos das doenças possam ser detectados. Coletas muito precoces (antes de 48 horas) podem levar a resultados falso-negativos, enquanto coletas muito tardias atrasam o início do tratamento, caso necessário. É crucial atentar para os fatores que podem comprometer a qualidade da amostra e, consequentemente, a fidedignidade dos resultados. Contaminantes como iodo, álcool (usados na assepsia), leite (se a coleta for feita logo após a mamada e houver resíduo), urina ou fezes podem interferir nas análises laboratoriais. A secagem adequada da amostra em temperatura ambiente e o envio rápido ao laboratório de referência são etapas essenciais para garantir a validade do teste. A fenilcetonúria, por exemplo, se não diagnosticada e tratada nos primeiros meses de vida, leva a deficiência intelectual severa, convulsões e atraso global do desenvolvimento, ressaltando a urgência e a precisão necessárias na triagem.
O período ideal para a coleta da amostra de sangue para o teste do pezinho é entre o 3º e o 5º dia de vida do recém-nascido. Coletas realizadas antes das 48 horas podem gerar resultados falso-negativos para algumas doenças, como a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito.
O teste do pezinho básico tria para fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. A triagem ampliada pode incluir outras condições.
A qualidade da amostra pode ser comprometida por diversos fatores, incluindo contaminação com iodo, álcool, leite, urina ou fezes. Além disso, a secagem inadequada da amostra, a coleta insuficiente de sangue ou a compressão excessiva do calcanhar também podem alterar os resultados.
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