HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
O termo triagem originou-se do vocábulo francês triage, que significa separação, seleção. O mesmo termo, em saúde pública, refere-se à detecção, por meio de testes, de um grupo de indivíduos com probabilidade elevada de apresentarem determinadas patologias. Em relação aos testes de triagem neonatal, marque a alternativa CORRETA:
Triagem neonatal: Teste da orelhinha idealmente na maternidade, até 3 meses, crucial para desenvolvimento da fala.
O Teste da Orelhinha (Emissões Otoacústicas Evocadas ou BERA) é vital para detectar perda auditiva precoce, minimizando impactos no desenvolvimento da fala, linguagem e socialização. Deve ser feito na maternidade ou, no máximo, até os 3 meses de idade.
A triagem neonatal é um conjunto de exames realizados em recém-nascidos para identificar precocemente doenças congênitas ou metabólicas que, se não tratadas, podem causar sequelas graves e irreversíveis. O termo "triagem" reflete a seleção de indivíduos com maior probabilidade de apresentar certas patologias, permitindo intervenção rápida e eficaz. A importância desses testes reside na janela de oportunidade para tratamento antes do surgimento de sintomas ou danos permanentes. Os principais testes de triagem neonatal incluem o Teste do Pezinho (para fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase), o Teste do Olhinho (reflexo vermelho para catarata congênita, retinoblastoma), o Teste da Orelhinha (para perda auditiva) e o Teste do Coraçãozinho (para cardiopatias congênitas críticas). Cada um possui um período ideal de realização para maximizar sua eficácia diagnóstica. A perda auditiva, especificamente, tem implicações profundas no desenvolvimento infantil, afetando a linguagem, a escolaridade e a interação social. Por isso, o Teste da Orelhinha (Emissões Otoacústicas Evocadas ou BERA) é crucial e deve ser realizado preferencialmente na maternidade ou, no máximo, até os três meses de idade. A detecção e intervenção precoces são fundamentais para minimizar os impactos negativos e garantir o melhor desenvolvimento possível para a criança.
A coleta ideal do Teste do Pezinho deve ocorrer entre o 3º e o 5º dia de vida do recém-nascido, para garantir a detecção precoce de doenças metabólicas como fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito.
O Teste do Coraçãozinho (oximetria de pulso) rastreia cardiopatias congênitas críticas e deve ser feito entre 24-48 horas de vida, antes da alta hospitalar, comparando a saturação em membro superior direito e um membro inferior.
A não detecção precoce da perda auditiva pode levar a atrasos significativos no desenvolvimento da fala, linguagem, habilidades sociais e desempenho escolar da criança, impactando sua qualidade de vida.
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