Triagem de DM1: Autoanticorpos e Prevenção em Familiares

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023

Enunciado

Triagem para risco de DM tipo 1 (DM1) com dosagem de autoanticorpos:

Alternativas

  1. A) Nunca deve ser considerada para familiares de primeiro grau de pessoas acometidas apenas se houver possibilidade de inserir pessoas de risco em estudos clínicos visando prevenção do DM.
  2. B) Deve ser considerada para familiares de primeiro grau de pessoas acometidas apenas se houver possibilidade de inserir pessoas de risco em estudos clínicos visando prevenção do DM.
  3. C) Deve ser considerada para familiares de segundo grau de pessoas acometidas apenas se houver possibilidade de inserir pessoas de risco em estudos clínicos visando prevenção do DM.
  4. D) Deve ser considerada para familiares de primeiro grau de pessoas acometidas apenas se houver possibilidade de inserir pessoas de risco em estudos clínicos, nunca visando prevenção do DM.

Pérola Clínica

Triagem de DM1 com autoanticorpos em familiares de 1º grau é para inclusão em estudos de prevenção.

Resumo-Chave

A triagem de autoanticorpos para DM1 em familiares de primeiro grau de indivíduos afetados é uma prática que visa identificar pessoas em alto risco de desenvolver a doença. Atualmente, essa triagem é recomendada principalmente no contexto de estudos clínicos que buscam estratégias de prevenção ou intervenção precoce, pois ainda não há uma terapia preventiva aprovada para uso clínico geral.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina. A doença tem um componente genético significativo, e familiares de primeiro grau de indivíduos afetados apresentam um risco aumentado de desenvolvê-la. A triagem com dosagem de autoanticorpos é uma ferramenta para identificar esses indivíduos em risco. A fisiopatologia do DM1 envolve uma resposta autoimune contra antígenos das células beta, como GAD65, insulina, IA-2 e ZnT8. A presença de dois ou mais desses autoanticorpos indica um risco muito elevado de progressão para DM1 clínico, mesmo antes do aparecimento da hiperglicemia. A doença é classificada em estágios, sendo o estágio 1 a presença de autoanticorpos sem disfunção glicêmica, e o estágio 2, a presença de autoanticorpos com disfunção glicêmica (disglicemia). Atualmente, a triagem de autoanticorpos para DM1 em familiares de primeiro grau é recomendada principalmente no contexto de estudos clínicos. O objetivo desses estudos é identificar indivíduos em risco para testar intervenções que possam atrasar ou prevenir o desenvolvimento do DM1 clínico. Embora existam avanços promissores, ainda não há uma terapia preventiva aprovada para uso generalizado. Portanto, a triagem fora de um contexto de pesquisa deve ser cuidadosamente ponderada, considerando o impacto psicológico e a ausência de intervenções clínicas aprovadas.

Perguntas Frequentes

Quais autoanticorpos são usados na triagem para DM1?

Os principais autoanticorpos utilizados na triagem para DM1 incluem anti-GAD (GADA), anti-ilhotas (ICA), anti-insulina (IAA) e anti-tirosina fosfatase (IA-2A e ZnT8A). A presença de múltiplos autoanticorpos confere maior risco.

Por que a triagem de DM1 é focada em familiares de primeiro grau?

Familiares de primeiro grau (pais, irmãos, filhos) de indivíduos com DM1 têm um risco genético significativamente maior de desenvolver a doença em comparação com a população geral, tornando-os um grupo-alvo para triagem e estudos de prevenção.

Qual o objetivo da triagem de autoanticorpos para DM1 em estudos clínicos?

O objetivo é identificar indivíduos em estágio pré-sintomático da doença (com autoanticorpos positivos, mas sem hiperglicemia) para incluí-los em estudos que testam terapias imunomoduladoras ou outras intervenções visando atrasar ou prevenir o desenvolvimento do DM1 clínico.

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