FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Recém-nascido, termo, 37 semanas, em leito de alojamento conjunto, com 30 horas de vida, realizado teste do coraçãozinho: saturação membro superior 93%, saturação membro inferior 93%. Em relação ao teste do coraçãozinho é correto afirmar:
SpO2 89-94% ou diferença ≥ 3% → repetir em 1h (até 2x); se persistir → teste positivo.
O teste do coraçãozinho é realizado entre 24-48h de vida. Valores de saturação entre 89-94% ou diferença significativa entre membros são considerados duvidosos, exigindo reavaliação seriada.
O teste do coraçãozinho (oximetria de pulso) é uma ferramenta de triagem neonatal universal no Brasil, obrigatória para todos os recém-nascidos a termo ou próximos ao termo. Sua sensibilidade é otimizada quando realizado entre 24 e 48 horas de vida, período em que a resistência vascular pulmonar já diminuiu e o canal arterial pode estar em processo de fechamento. A interpretação correta dos valores de saturação pré-ductal (membro superior direito) e pós-ductal (membros inferiores) é crucial. O objetivo é identificar precocemente defeitos cardíacos que dependem da patência do canal arterial para a circulação sistêmica ou pulmonar, permitindo intervenção antes do fechamento ductal e consequente choque ou hipóxia grave.
O teste é considerado positivo de imediato quando a saturação de oxigênio é inferior a 89% em qualquer um dos membros (mão direita ou um dos pés) na primeira aferição. Nesses casos, não se repete o exame e o recém-nascido deve ser encaminhado para realização de ecocardiograma em até 24 horas para descartar cardiopatias congênitas críticas.
Um teste é duvidoso quando a saturação está entre 89% e 94% ou quando há uma diferença igual ou superior a 3% entre a saturação pré-ductal (mão direita) e pós-ductal (pés). A conduta é repetir a aferição após 1 hora, por até duas vezes. Se após a terceira aferição o resultado persistir alterado, o teste é finalmente considerado positivo.
O teste visa detectar cardiopatias congênitas críticas canal-dependentes, como a síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, atresia pulmonar, tetralogia de Fallot crítica, transposição das grandes artérias, interrupção do arco aórtico e coarctação da aorta grave, que podem não apresentar sopros ou cianose visível precocemente.
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