Triagem Auditiva Neonatal: EOA e PEATE em Casos de Risco

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021

Enunciado

Recém-nascido, feminino, 35 semanas gestação, peso: 2450 gramas, parto cesárea, sem intercorrências. Mãe primigesta, 25 anos de idade em uso de prótese auditiva. A Triagem neonatal auditiva dessa criança deve incluir os seguintes exames:

Alternativas

  1. A) PEATE e BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry).
  2. B) BERA e Audiometria.
  3. C) EOA e Impedanciometria.
  4. D) EOA (Emissões OtoAcústicas) e PEATE (Potencial Evocado Auditivo do Tronco Cerebral).

Pérola Clínica

RN com fatores de risco (prematuridade, histórico familiar) → EOA + PEATE na triagem auditiva neonatal.

Resumo-Chave

A triagem auditiva neonatal universal é essencial. Para recém-nascidos com fatores de risco para deficiência auditiva, como prematuridade (<37 semanas) ou histórico familiar de surdez, o protocolo deve incluir tanto as Emissões OtoAcústicas (EOA) quanto o Potencial Evocado Auditivo do Tronco Cerebral (PEATE), para uma avaliação mais completa da via auditiva.

Contexto Educacional

A triagem auditiva neonatal universal, popularmente conhecida como 'teste da orelhinha', é um programa de saúde pública fundamental para a detecção precoce da deficiência auditiva em recém-nascidos. A identificação e intervenção precoces são cruciais para o desenvolvimento da linguagem e da fala. A prevalência de deficiência auditiva congênita é significativa, e muitos casos não apresentam fatores de risco óbvios. Existem dois métodos principais de triagem: as Emissões OtoAcústicas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo do Tronco Cerebral (PEATE). O EOA é um teste rápido que avalia a função coclear. Contudo, em recém-nascidos com fatores de risco, como prematuridade (RN < 35 semanas, como no caso), baixo peso ao nascer, infecções congênitas, síndromes genéticas ou histórico familiar de surdez (mãe com prótese auditiva), o PEATE é indispensável. O PEATE avalia a integridade da via auditiva neural, desde a cóclea até o tronco cerebral, sendo mais sensível para detectar neuropatias auditivas ou perdas auditivas retrococleares. O protocolo atual recomenda que recém-nascidos com fatores de risco sejam submetidos a ambos os exames ou, em alguns casos, diretamente ao PEATE. A falha em qualquer um dos testes exige encaminhamento para avaliação audiológica diagnóstica completa. A intervenção precoce, antes dos seis meses de idade, é associada a melhores resultados no desenvolvimento da linguagem e comunicação, ressaltando a importância de um protocolo de triagem rigoroso e abrangente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para deficiência auditiva em recém-nascidos?

Os principais fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, infecções congênitas (TORCHS), hiperbilirrubinemia grave, uso de medicamentos ototóxicos, síndromes genéticas associadas à surdez e histórico familiar de deficiência auditiva permanente.

Qual a diferença entre Emissões OtoAcústicas (EOA) e Potencial Evocado Auditivo do Tronco Cerebral (PEATE)?

O EOA avalia a função das células ciliadas externas da cóclea, sendo um teste rápido e não invasivo. O PEATE avalia a integridade da via auditiva desde a cóclea até o tronco cerebral, sendo mais completo e indicado em casos de falha no EOA ou presença de fatores de risco.

Quando a triagem auditiva neonatal deve ser realizada e qual a conduta em caso de falha?

A triagem deve ser realizada idealmente antes da alta hospitalar ou até o primeiro mês de vida. Em caso de falha, o bebê deve ser reavaliado com um segundo teste em até 3 meses. Se a falha persistir, uma avaliação audiológica completa deve ser feita até os 3 meses para diagnóstico e intervenção precoce até os 6 meses.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo