Triagem Auditiva Neonatal: Conduta Após Falha

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021

Enunciado

Todos os recém-nascidos devem realizar a triagem auditiva universal neonatal antes da alta hospitalar e, no máximo, no seu primeiro mês de vida. Na maternidade, recomenda-se a realização dos procedimentos de emissões otoacústicas evocadas (EOA) em crianças sem indicadores de risco para a deficiência auditiva (IRDA), e do potencial evocado auditivo de tronco encefálico – automático (Peate-A) em crianças com indicadores de risco. Em especial naquelas que permaneceram na UTI neonatal por mais de cinco dias.TRIAGEM auditiva neonatal universal em tempos de pandemia: nota técnica. Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva – Comusa. Maio 2020.Caso a criança falhe na trigem, é indicado:

Alternativas

  1. A) Repetir os testes quinze dias após a alta hospitalar.
  2. B) Encaminhar imediatamente ao otorrinolaringologista.
  3. C) Encaminhar para o fonoaudiologista.
  4. D) Repetir o teste quando a criança tiver seis meses de idade.

Pérola Clínica

Falha na triagem auditiva neonatal → repetir teste em 15 dias pós-alta, máximo 1 mês de vida.

Resumo-Chave

A triagem auditiva neonatal é crucial para detecção precoce de deficiência auditiva. Em caso de falha inicial, a repetição do teste em um curto período (15 dias após alta, no máximo até 1 mês de vida) é a conduta padrão para evitar encaminhamentos desnecessários e confirmar a necessidade de investigação aprofundada.

Contexto Educacional

A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), popularmente conhecida como "teste da orelhinha", é um programa de saúde pública essencial para a detecção precoce de deficiência auditiva em recém-nascidos. Sua importância reside na possibilidade de intervenção precoce, que pode minimizar os impactos negativos da perda auditiva no desenvolvimento da linguagem, cognição e socialização da criança. A triagem deve ser realizada antes da alta hospitalar e, no máximo, até o primeiro mês de vida. Os métodos de triagem variam conforme a presença de Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA). Para crianças sem IRDA, as Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) são o método de escolha. Já para aquelas com IRDA, como prematuridade, internação em UTI neonatal por mais de cinco dias, infecções congênitas ou síndromes genéticas, o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Automático (PEATE-A) é o teste recomendado, por ser menos suscetível a fatores transitórios do ouvido externo e médio. Em caso de falha na triagem inicial, a conduta correta é repetir o teste após um período de 15 dias da alta hospitalar, mas sempre dentro do primeiro mês de vida. Essa repetição é crucial, pois fatores como a presença de vérnix caseoso, líquido amniótico ou otite média transitória podem levar a resultados falso-positivos. Somente após uma segunda falha é que o recém-nascido deve ser encaminhado para avaliação diagnóstica completa com um otorrinolaringologista e fonoaudiólogo, visando confirmar a perda auditiva e iniciar o processo de reabilitação.

Perguntas Frequentes

Quais são os testes utilizados na triagem auditiva neonatal?

Os testes primários são as Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) para recém-nascidos sem indicadores de risco e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Automático (PEATE-A) para aqueles com indicadores de risco ou internação em UTI neonatal por mais de cinco dias.

Qual a importância da triagem auditiva neonatal universal?

A triagem auditiva universal é fundamental para a detecção precoce de deficiência auditiva, permitindo intervenção rápida e minimizando o impacto no desenvolvimento da linguagem e comunicação da criança.

Quando um recém-nascido deve realizar a triagem auditiva?

Todos os recém-nascidos devem realizar a triagem auditiva antes da alta hospitalar e, no máximo, até o primeiro mês de vida, conforme as diretrizes nacionais e internacionais.

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