Triagem Auditiva Neonatal: Exame Essencial para RN de Risco

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Qual exame auditivo deve ser realizado em crianças que permaneceram internadas em UTI-Neonatal por mais de 5 dias?

Alternativas

  1. A) Emissões otoacústicas evocadas.
  2. B) Potencial evocado auditivo de tronco encefálico.
  3. C) Audiometria de campo livre.
  4. D) Impedanciometria.

Pérola Clínica

RN em UTI Neonatal > 5 dias → PEATE (BERA) é o exame de escolha para triagem auditiva.

Resumo-Chave

Recém-nascidos que permanecem internados em UTI Neonatal por mais de 5 dias são considerados de alto risco para perda auditiva. Nesses casos, o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE/BERA) é o exame mais adequado para a triagem, pois avalia a integridade da via auditiva até o tronco encefálico, sendo menos suscetível a fatores como a presença de vérnix ou efusão no ouvido médio.

Contexto Educacional

A triagem auditiva neonatal é fundamental para a detecção precoce de deficiências auditivas, permitindo intervenções que minimizam o impacto no desenvolvimento da linguagem e cognição da criança. Recém-nascidos que permanecem internados em UTI Neonatal por mais de 5 dias são considerados de alto risco devido à exposição a fatores como ototóxicos, hiperbilirrubinemia, hipóxia e infecções. A prevalência de perda auditiva é significativamente maior nessa população, justificando uma abordagem de triagem mais robusta. Existem dois principais métodos de triagem auditiva: as Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), também conhecido como BERA. As EOAE avaliam a função das células ciliadas externas da cóclea e são o método de escolha para a triagem universal em neonatos sem fatores de risco. No entanto, em crianças com fatores de risco, como as que permaneceram em UTI por mais de 5 dias, o PEATE é o exame mais adequado, pois avalia a integridade da via auditiva desde a cóclea até o tronco encefálico, sendo capaz de detectar perdas auditivas retrococleares ou neuropatias auditivas. A realização do PEATE em neonatos de risco é crucial para um diagnóstico preciso e precoce. Um resultado alterado no PEATE requer encaminhamento para avaliação audiológica completa e, se confirmada a perda auditiva, o início de intervenções como aparelhos de amplificação sonora ou implante coclear. A intervenção precoce, idealmente antes dos 6 meses de idade, é essencial para o desenvolvimento adequado da fala e linguagem, impactando diretamente o prognóstico e a qualidade de vida da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para perda auditiva em neonatos?

Fatores de risco incluem internação em UTI Neonatal por mais de 5 dias, uso de medicamentos ototóxicos, infecções congênitas (TORCHS), síndromes genéticas, história familiar de perda auditiva e anomalias craniofaciais.

Qual a diferença entre Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE) e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE)?

As EOAE avaliam a função das células ciliadas externas da cóclea, enquanto o PEATE (BERA) avalia a integridade da via auditiva desde a cóclea até o tronco encefálico, sendo mais abrangente para casos de alto risco.

Quando o PEATE é preferível às EOAE na triagem auditiva neonatal?

O PEATE é preferível em neonatos com fatores de risco para perda auditiva, como internação prolongada em UTI, hiperbilirrubinemia grave, uso de ototóxicos, infecções congênitas ou síndromes associadas à deficiência auditiva, pois avalia a via auditiva retrococlear.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo