Triagem Auditiva Neonatal: Quando e Por Que Realizar?

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020

Enunciado

Ao realizar anamnese detalhada de um recém-nascido de 10 dias de vida, na primeira consulta no posto de saúde, o pediatra notou que não havia sido realizado o teste da orelhinha. Ao exame físico, recém-nascido se mostra sem alteração, apresentando reflexos primitivos normais. Nesse caso, qual a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Acompanhar ambulatorialmente o desenvolvimento auditivo da criança, já que não se pode mais fazer o teste da orelhinha.
  2. B) Acompanhar o desenvolvimento global e auditivo e encaminhar para especialista, se houver alguma alteração do desenvolvimento.
  3. C) Encaminhar para especialista, se a criança não apresentar fala em torno de 1 ano de vida.
  4. D) Encaminhar para realizar a triagem auditiva nesse momento.
  5. E) Pedir para a mãe observar em casa e retornar se perceber que criança não reage a barulhos.

Pérola Clínica

RN > 48h sem teste da orelhinha → encaminhar para triagem auditiva imediata, independente da idade.

Resumo-Chave

A triagem auditiva neonatal é crucial para o diagnóstico precoce de deficiência auditiva. Mesmo que o RN tenha passado do período ideal (até 48h), a triagem deve ser realizada o mais rápido possível para evitar atrasos no desenvolvimento da fala e linguagem.

Contexto Educacional

A triagem auditiva neonatal, popularmente conhecida como "teste da orelhinha", é um exame rápido e indolor que tem como objetivo identificar precocemente a perda auditiva em recém-nascidos. Sua importância reside na detecção precoce de deficiências auditivas congênitas, que afetam aproximadamente 1 a 3 a cada 1000 nascidos vivos, sendo ainda mais prevalente em UTIs neonatais. O diagnóstico e a intervenção precoces são cruciais para o desenvolvimento da fala, linguagem e cognição da criança. O teste idealmente deve ser realizado nas primeiras 48 horas de vida ou, no máximo, até o primeiro mês. Ele consiste na emissão de sons de baixa intensidade no ouvido do bebê e na captação das respostas geradas pelas células ciliadas externas da cóclea (Emissões Otoacústicas Evocadas - EOA). Em casos de falha nas EOA ou em recém-nascidos com fatores de risco para perda auditiva, é indicado o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) ou BERA. Se o teste não foi realizado no período recomendado, a conduta correta é encaminhar o recém-nascido para a triagem auditiva o mais rápido possível, independentemente da idade. A ausência de alterações no exame físico ou de reflexos primitivos normais não exclui a possibilidade de deficiência auditiva. O atraso no diagnóstico e na intervenção pode levar a prejuízos irreversíveis no desenvolvimento da criança, justificando a urgência na realização do exame.

Perguntas Frequentes

Qual o período ideal para realizar o teste da orelhinha?

O teste da orelhinha, ou triagem auditiva neonatal, deve ser realizado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida do recém-nascido, ainda na maternidade, ou até o primeiro mês de vida.

O que fazer se o recém-nascido não realizou o teste da orelhinha no período recomendado?

Se o teste não foi realizado no período ideal, a conduta é encaminhar o recém-nascido para realizar a triagem auditiva o mais breve possível, independentemente da idade, para identificar precocemente qualquer perda auditiva.

Quais são os principais métodos utilizados na triagem auditiva neonatal?

Os principais métodos são as Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) ou BERA. O BERA é utilizado principalmente em casos de falha nas EOA ou em RN de risco.

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