UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Ao realizar anamnese detalhada de um recém-nascido de 10 dias de vida, na primeira consulta no posto de saúde, o pediatra notou que não havia sido realizado o teste da orelhinha. Ao exame físico, recém-nascido se mostra sem alteração, apresentando reflexos primitivos normais. Nesse caso, qual a melhor conduta?
RN > 48h sem teste da orelhinha → encaminhar para triagem auditiva imediata, independente da idade.
A triagem auditiva neonatal é crucial para o diagnóstico precoce de deficiência auditiva. Mesmo que o RN tenha passado do período ideal (até 48h), a triagem deve ser realizada o mais rápido possível para evitar atrasos no desenvolvimento da fala e linguagem.
A triagem auditiva neonatal, popularmente conhecida como "teste da orelhinha", é um exame rápido e indolor que tem como objetivo identificar precocemente a perda auditiva em recém-nascidos. Sua importância reside na detecção precoce de deficiências auditivas congênitas, que afetam aproximadamente 1 a 3 a cada 1000 nascidos vivos, sendo ainda mais prevalente em UTIs neonatais. O diagnóstico e a intervenção precoces são cruciais para o desenvolvimento da fala, linguagem e cognição da criança. O teste idealmente deve ser realizado nas primeiras 48 horas de vida ou, no máximo, até o primeiro mês. Ele consiste na emissão de sons de baixa intensidade no ouvido do bebê e na captação das respostas geradas pelas células ciliadas externas da cóclea (Emissões Otoacústicas Evocadas - EOA). Em casos de falha nas EOA ou em recém-nascidos com fatores de risco para perda auditiva, é indicado o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) ou BERA. Se o teste não foi realizado no período recomendado, a conduta correta é encaminhar o recém-nascido para a triagem auditiva o mais rápido possível, independentemente da idade. A ausência de alterações no exame físico ou de reflexos primitivos normais não exclui a possibilidade de deficiência auditiva. O atraso no diagnóstico e na intervenção pode levar a prejuízos irreversíveis no desenvolvimento da criança, justificando a urgência na realização do exame.
O teste da orelhinha, ou triagem auditiva neonatal, deve ser realizado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida do recém-nascido, ainda na maternidade, ou até o primeiro mês de vida.
Se o teste não foi realizado no período ideal, a conduta é encaminhar o recém-nascido para realizar a triagem auditiva o mais breve possível, independentemente da idade, para identificar precocemente qualquer perda auditiva.
Os principais métodos são as Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) ou BERA. O BERA é utilizado principalmente em casos de falha nas EOA ou em RN de risco.
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