HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Em relação a triagem auditiva neonatal, são Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA) exceto:
Peso < 2500g é fator de risco para prematuridade, mas não um IRDA direto para deficiência auditiva.
Os Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA) são critérios estabelecidos para identificar neonatos com maior probabilidade de apresentar perda auditiva. Embora o baixo peso ao nascer (<2500g) seja um fator associado à prematuridade e outras comorbidades que podem indiretamente aumentar o risco, ele não é listado como um IRDA direto nas diretrizes atuais, ao contrário de outros fatores como permanência em UTI neonatal, hiperbilirrubinemia ou Apgar baixo.
A triagem auditiva neonatal universal, popularmente conhecida como "teste da orelhinha", é um programa de saúde pública essencial para a detecção precoce de deficiências auditivas em recém-nascidos. A identificação de perdas auditivas nos primeiros meses de vida e a intervenção antes dos 6 meses são cruciais para o desenvolvimento adequado da fala, linguagem e cognição da criança. Os Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA) são critérios que auxiliam na identificação de neonatos com maior probabilidade de apresentar perda auditiva, mesmo que a triagem inicial seja normal. Esses indicadores incluem fatores como história familiar de perda auditiva permanente, infecções congênitas (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, sífilis), anomalias craniofaciais, síndromes genéticas associadas à perda auditiva, peso ao nascer inferior a 1500g, hiperbilirrubinemia grave, uso de medicamentos ototóxicos e permanência em UTI neonatal por mais de 5 dias. É importante ressaltar que, embora o baixo peso ao nascer (<2500g) seja um fator de risco para diversas complicações da prematuridade, ele não é um IRDA direto e isolado para deficiência auditiva nas diretrizes atuais, diferentemente de outros fatores mais específicos. A compreensão dos IRDA é fundamental para que os profissionais de saúde possam orientar adequadamente os pais e garantir o acompanhamento necessário para crianças em risco, mesmo após um resultado normal na triagem inicial.
Os principais IRDA incluem permanência em UTI neonatal por mais de 5 dias, uso de ventilação extracorpórea ou assistida, hiperbilirrubinemia com necessidade de exsanguineotransfusão, infecções congênitas (TORCHS), síndromes genéticas associadas à perda auditiva, história familiar de deficiência auditiva e uso de drogas ototóxicas.
A permanência prolongada em UTI neonatal está associada a diversas condições que aumentam o risco de perda auditiva, como prematuridade extrema, uso de ventilação mecânica, exposição a ruídos intensos, uso de medicamentos ototóxicos e ocorrência de sepse ou hiperbilirrubinemia grave.
A triagem auditiva neonatal universal, conhecida como "teste da orelhinha", é fundamental para a detecção precoce de deficiências auditivas. A identificação e intervenção precoces são cruciais para o desenvolvimento da linguagem e comunicação da criança, minimizando o impacto da perda auditiva em seu desenvolvimento global.
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