Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Em um atendimento ambulatorial de rotina, um paciente adulto, jovem, aguardando atendimento na sala de espera, evoluiu com palidez, diaforese e torpor. Refere ser diabético insulinodependente e relata que saiu atrasado de casa e, por isso, não se alimentou pela manhã, tendo aplicado normalmente suas doses habituais de insulina NPH humana na noite anterior e nesta manhã. Foi realizada a dosagem de glicemia capilar, com resultado de 50 mg/dL. O paciente foi, então, encaminhado para o atendimento urgente, administrando-se solução de glicose 50% endovenosa e revertendo-se o quadro hipoglicêmico, com normalização dos níveis glicêmicos e melhora do estado geral. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Tríade de Whipple = sintomas de hipoglicemia + glicemia baixa + melhora com glicose.
A tríade de Whipple é o critério diagnóstico clássico para hipoglicemia, caracterizada pela presença de sintomas compatíveis com hipoglicemia, níveis baixos de glicose plasmática (geralmente < 55 mg/dL ou 70 mg/dL, dependendo do contexto) e a resolução desses sintomas após a elevação da glicemia.
A hipoglicemia é uma complicação aguda comum e potencialmente grave do diabetes mellitus, especialmente em pacientes insulinodependentes. É definida por níveis de glicose plasmática abaixo do normal, geralmente < 70 mg/dL, e pode ser desencadeada por doses excessivas de insulina ou hipoglicemiantes orais, atraso ou omissão de refeições, exercício físico intenso ou consumo de álcool. Os sintomas variam de neuroglicopênicos (torpor, confusão, coma) a adrenérgicos (palidez, diaforese, tremores). O diagnóstico de hipoglicemia é classicamente estabelecido pela Tríade de Whipple, que inclui: 1) presença de sinais e sintomas compatíveis com hipoglicemia; 2) documentação de baixos níveis de glicose plasmática (geralmente < 55 mg/dL, embora alguns autores considerem < 70 mg/dL para pacientes diabéticos); e 3) resolução dos sintomas após a elevação da glicemia. Este critério é fundamental para diferenciar a hipoglicemia verdadeira de outras condições que podem mimetizar seus sintomas. O manejo agudo da hipoglicemia varia conforme a gravidade e o estado de consciência do paciente. Em casos leves a moderados, a administração oral de carboidratos de rápida absorção é suficiente. Em casos graves, como o descrito, com alteração do nível de consciência, a administração de glicose intravenosa (ex: glicose 50% EV) é a conduta de escolha, seguida pela investigação e correção da causa subjacente para prevenir recorrências.
A Tríade de Whipple consiste em: 1) presença de sinais e sintomas sugestivos de hipoglicemia; 2) documentação de baixos níveis de glicose plasmática (geralmente < 55 mg/dL); e 3) resolução dos sintomas após a correção da glicemia.
A insulina NPH é uma insulina de ação intermediária, com pico de ação algumas horas após a aplicação. Se o paciente não se alimentar adequadamente após a dose, o efeito hipoglicemiante da insulina pode ser excessivo, levando à hipoglicemia.
Outras causas de hipoglicemia (como insulinoma) devem ser investigadas apenas se a hipoglicemia for recorrente, grave e não puder ser explicada por fatores relacionados ao tratamento do diabetes (doses excessivas de insulina/hipoglicemiantes orais, jejum prolongado, exercício intenso).
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