HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Na gestante, em condições normais, a chamada tríade de Virchow da coagulação sanguínea é composta por:
Gestação = estado de hipercoagulabilidade, estase venosa e potencial lesão vascular → ↑ risco trombose (Tríade de Virchow).
A gestação é um estado fisiológico que predispõe a mulher a eventos tromboembólicos devido a alterações na coagulação sanguínea. A tríade de Virchow, que descreve os três fatores principais para a formação de trombos, está presente na gravidez, justificando o aumento do risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
A tríade de Virchow é um conceito fundamental na medicina que descreve os três fatores primários que contribuem para a formação de trombos: lesão endotelial (lesão vascular), estase sanguínea (estase venosa) e hipercoagulabilidade. Na gestação, esses três componentes estão presentes de forma fisiológica, elevando o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), que são as principais causas de morbimortalidade materna não obstétrica. Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por adaptações significativas para sustentar o feto e se preparar para o parto. A hipercoagulabilidade é induzida por um aumento nos fatores de coagulação (como fibrinogênio, fatores VII, VIII, X e XII) e uma redução na atividade fibrinolítica. A estase venosa é causada pela compressão mecânica das veias pélvicas e da veia cava inferior pelo útero gravídico, além do efeito relaxante da progesterona na musculatura lisa vascular. Embora a lesão vascular não seja uma característica 'normal' da gestação, o trauma do parto e as microlesões endoteliais podem atuar como um gatilho. O reconhecimento da tríade de Virchow na gestação é crucial para a prevenção e o manejo do tromboembolismo. A profilaxia antitrombótica é indicada em gestantes com fatores de risco adicionais, como histórico prévio de TVP/EP, trombofilias hereditárias ou adquiridas, imobilização prolongada ou obesidade. O manejo envolve a avaliação individualizada do risco e, quando necessário, a administração de heparina de baixo peso molecular. A educação da paciente sobre os sinais e sintomas de TVP/EP também é vital.
Durante a gravidez, há um aumento nos níveis de fatores de coagulação (fibrinogênio, fatores VII, VIII, X) e uma diminuição na atividade fibrinolítica, resultando em um estado de hipercoagulabilidade que prepara o corpo para o parto e minimiza o sangramento.
O útero gravídico em crescimento comprime as veias pélvicas e a veia cava inferior, dificultando o retorno venoso dos membros inferiores. Além disso, a progesterona causa relaxamento da musculatura lisa vascular, contribuindo para a dilatação venosa e estase.
Embora a lesão vascular macroscópica não seja uma condição normal, microlesões endoteliais podem ocorrer durante o parto ou mesmo devido ao estresse hemodinâmico da gravidez. A presença de um cateter venoso também pode induzir lesão endotelial, contribuindo para o risco de trombose.
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