Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Mulheres atletas de alta performance podem apresentar distúrbios endócrinos e metabólicos causando diversas afecções, como a tríade da mulher atleta. Assim, essas mulheres podem apresentar:
Tríade da Mulher Atleta = ↓ energia + disfunção menstrual + ↓ densidade óssea.
A tríade da mulher atleta é uma síndrome que engloba três componentes interligados: baixa disponibilidade de energia (com ou sem distúrbio alimentar), disfunção menstrual (frequentemente amenorreia) e baixa densidade mineral óssea. A baixa densidade óssea é uma consequência direta do hipoestrogenismo crônico, que resulta da disfunção menstrual causada pela baixa disponibilidade energética.
A tríade da mulher atleta é uma síndrome clinicamente relevante que afeta atletas do sexo feminino, especialmente aquelas envolvidas em esportes que valorizam a magreza ou que exigem alta demanda energética. É caracterizada por uma inter-relação complexa entre baixa disponibilidade de energia, disfunção menstrual e baixa densidade mineral óssea, com implicações significativas para a saúde a curto e longo prazo. A fisiopatologia central da tríade reside na baixa disponibilidade de energia, que ocorre quando a ingestão calórica é insuficiente para cobrir o gasto energético do exercício e as funções metabólicas básicas. Isso leva a uma supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, resultando em hipoestrogenismo (baixos níveis de estrogênio). O hipoestrogenismo crônico é o principal responsável pela perda de densidade mineral óssea, aumentando o risco de osteopenia, osteoporose e fraturas por estresse. O manejo da tríade da mulher atleta é multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos e treinadores. O foco principal é aumentar a disponibilidade de energia através de uma nutrição adequada e, se necessário, reduzir a intensidade do treinamento. A restauração da função menstrual e a melhora da densidade óssea são os objetivos terapêuticos, visando prevenir complicações graves e melhorar a performance e a qualidade de vida da atleta.
Os três componentes são: baixa disponibilidade de energia (com ou sem distúrbio alimentar), disfunção menstrual (como amenorreia) e baixa densidade mineral óssea (osteopenia ou osteoporose).
A baixa disponibilidade de energia crônica suprime o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, levando à diminuição da secreção de GnRH, FSH e LH, resultando em hipoestrogenismo. O estrogênio é crucial para a saúde óssea, e sua deficiência leva à perda de massa óssea.
O diagnóstico precoce é vital para prevenir complicações a longo prazo, como fraturas por estresse recorrentes e osteoporose irreversível. A intervenção multidisciplinar focada na nutrição, saúde mental e hormonal é fundamental.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo