INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
É muito importante evitar que um paciente politraumatizado evolua para o quadro conhecido como “tríade da morte”, que se caracteriza por:
Tríade da morte no trauma = hipotermia + acidose metabólica + coagulopatia.
A 'tríade da morte' em pacientes politraumatizados é uma cascata de eventos interligados que pioram drasticamente o prognóstico. A hipotermia agrava a coagulopatia e a acidose, a acidose metabólica inibe enzimas da cascata de coagulação e a função miocárdica, e a coagulopatia leva a sangramento incontrolável, fechando o ciclo vicioso.
A 'tríade da morte' é um conceito crítico no manejo do paciente politraumatizado, representando um ciclo vicioso de hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia que, se não interrompido, leva rapidamente à falência de múltiplos órgãos e morte. Compreender essa tríade é fundamental para qualquer profissional que atue em emergências. A hipotermia, frequentemente induzida pela exposição e infusão de fluidos frios, retarda as reações enzimáticas, incluindo as da cascata de coagulação, e prejudica a função plaquetária. A acidose metabólica, resultante da hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico, deprime a função miocárdica e também inibe as enzimas da coagulação. Por fim, a coagulopatia, exacerbada pela hipotermia e acidose, leva a um sangramento incontrolável, perpetuando a hipoperfusão e a acidose. O manejo eficaz da tríade da morte exige uma abordagem agressiva e simultânea de seus três componentes: controle rápido da hemorragia, aquecimento ativo do paciente para combater a hipotermia, e correção da acidose metabólica através de ressuscitação volêmica adequada e, em casos selecionados, bicarbonato. A transfusão precoce e balanceada de hemoderivados (plasma, plaquetas, concentrado de hemácias) é vital para reverter a coagulopatia.
A hipotermia inibe a função das enzimas da cascata de coagulação, prejudica a função plaquetária e aumenta a fibrinólise, agravando a coagulopatia e a acidose metabólica.
A acidose metabólica, geralmente por hipoperfusão e metabolismo anaeróbico, deprime a função miocárdica, reduz a eficácia das catecolaminas e inibe as enzimas da coagulação, perpetuando o sangramento.
As estratégias incluem controle da hemorragia, aquecimento ativo do paciente, correção da acidose com fluidos e, se necessário, bicarbonato, e transfusão de componentes sanguíneos para corrigir a coagulopatia.
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