UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
Em um paciente politraumatizado com perda maciça de sangue, em choque hipovolêmico, a hipotermia associada é responsável pelo quadro de:
Politrauma + hipotermia → incoagulabilidade (parte da tríade letal).
A hipotermia é um componente da "tríade letal" do trauma (hipotermia, acidose e coagulopatia). Temperaturas corporais baixas inibem a função plaquetária e a atividade dos fatores de coagulação, resultando em coagulopatia e sangramento incontrolável.
Em pacientes politraumatizados com perda maciça de sangue, o choque hipovolêmico é uma emergência que exige intervenção rápida. Contudo, a hipotermia é uma complicação comum e muitas vezes subestimada nesse cenário, que contribui significativamente para a morbimortalidade. Ela é um dos pilares da "tríade letal do trauma", juntamente com a acidose metabólica e a coagulopatia, que se retroalimentam e dificultam o controle hemorrágico. A hipotermia afeta a hemostasia de diversas maneiras. Temperaturas corporais abaixo de 35°C comprometem a função plaquetária, diminuem a atividade enzimática dos fatores de coagulação (especialmente os dependentes de vitamina K) e aumentam a fibrinólise. Isso resulta em um estado de incoagulabilidade que agrava o sangramento, tornando a reanimação mais desafiadora. A acidose metabólica, frequentemente presente no choque, também potencializa esses efeitos. O manejo do paciente politraumatizado deve incluir medidas ativas para prevenir e tratar a hipotermia, como o uso de fluidos aquecidos, cobertores térmicos e aquecedores de ar forçado. A correção da hipotermia é tão vital quanto a reposição volêmica e o controle da acidose para reverter a coagulopatia e melhorar o prognóstico. Residentes devem estar cientes da importância de manter a normotermia para otimizar a coagulação e a sobrevida.
A tríade letal do trauma é composta por hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia. Esses três fatores se interligam e se exacerbam mutuamente, dificultando o controle do sangramento e aumentando a mortalidade em pacientes traumatizados.
A hipotermia inibe a função plaquetária, diminui a atividade enzimática dos fatores de coagulação e prejudica a fibrinólise, resultando em um estado de coagulopatia que agrava o sangramento em pacientes traumatizados, dificultando a hemostasia.
Aquecer o paciente traumatizado é crucial para reverter ou prevenir a coagulopatia induzida pela hipotermia, otimizar a função dos fatores de coagulação e melhorar o prognóstico, sendo uma medida fundamental no manejo do choque hemorrágico e do trauma grave.
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