FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2019
A tríade letal é composta por:
Tríade letal do trauma = Coagulopatia + Acidose + Hipotermia.
A tríade letal representa um ciclo vicioso em pacientes com trauma grave e choque hemorrágico. A hipotermia prejudica a função enzimática da cascata de coagulação, a acidose metabólica agrava a coagulopatia e a hipoperfusão tecidual, e a coagulopatia leva a mais sangramento, perpetuando o choque.
A tríade letal é um conceito fundamental no manejo do trauma grave, descrevendo um ciclo vicioso de coagulopatia, acidose metabólica e hipotermia que se instala em pacientes com hemorragia maciça e choque. Reconhecer e intervir precocemente nessa tríade é crucial para a sobrevida. Ela é frequentemente observada em vítimas de trauma com lesões graves e perda sanguínea significativa, representando um desafio complexo na ressuscitação. A fisiopatologia da tríade letal é interligada: a hipotermia (temperatura corporal < 35°C) inibe a função das enzimas da cascata de coagulação e a agregação plaquetária, promovendo sangramento. A acidose metabólica (pH < 7.2), causada pela hipoperfusão e metabolismo anaeróbico, deprime a função miocárdica, diminui a resposta a vasopressores e também prejudica a coagulação. A coagulopatia, por sua vez, leva a mais sangramento, perpetuando o choque e agravando a acidose e a hipotermia. O tratamento da tríade letal exige uma abordagem agressiva e simultânea de seus três componentes. Isso inclui o controle rápido da hemorragia, a correção da hipotermia (aquecimento ativo do paciente e fluidos aquecidos), a reversão da acidose (melhora da perfusão e, se necessário, bicarbonato de sódio em casos selecionados) e o manejo da coagulopatia (transfusão de hemoderivados como plasma fresco congelado, plaquetas e crioprecipitado, além de agentes antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico). A ressuscitação com controle de danos é a estratégia preferencial.
A tríade letal é composta por coagulopatia, acidose metabólica e hipotermia, que se interligam e agravam o prognóstico de pacientes com trauma grave e choque hemorrágico.
A hipotermia inibe a função das enzimas da cascata de coagulação e a agregação plaquetária, exacerbando a coagulopatia e o sangramento em pacientes traumatizados.
A acidose metabólica, resultante da hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico, prejudica a função miocárdica, reduz a resposta a catecolaminas e agrava a coagulopatia, fechando o ciclo vicioso da tríade.
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