Tríade Letal do Trauma: Componentes e Controle de Danos

Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2021

Enunciado

Quais são os componentes da “tríade letal”, principais fatores fisiopatológicos considerados na realização da abreviação cirúrgica, através do “controle de danos” nos pacientes politraumatizados?

Alternativas

  1. A) Hipotensão, acidose e coagulopatia.
  2. B) Hipotermia, acidose e coagulopatia.
  3. C) Hipotensão, hipotermia e coagulopatia.
  4. D) Hipotensão, hipotermia e acidose.

Pérola Clínica

A tríade letal do trauma = Hipotermia + Acidose + Coagulopatia, agravando o sangramento e a mortalidade.

Resumo-Chave

A tríade letal (hipotermia, acidose e coagulopatia) é um ciclo vicioso que se estabelece em pacientes politraumatizados graves, levando à descompensação e aumento da mortalidade. O controle de danos visa interromper esse ciclo, priorizando a estabilização fisiológica.

Contexto Educacional

A tríade letal do trauma, composta por hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia, representa um ciclo vicioso devastador em pacientes politraumatizados graves. A compreensão e o manejo desses fatores são cruciais para a sobrevida. A hipotermia, frequentemente induzida pela exposição e infusão de grandes volumes de fluidos frios, inibe as enzimas da cascata de coagulação e a função plaquetária, exacerbando o sangramento. A acidose metabólica, resultante da hipoperfusão tecidual e do metabolismo anaeróbico, também compromete a função miocárdica e a resposta a vasopressores, além de agravar a coagulopatia. Por sua vez, a coagulopatia, seja por consumo de fatores, diluição ou disfunção plaquetária, perpetua o sangramento, levando a maior hipotermia e acidose. Esse ciclo se retroalimenta, tornando a ressuscitação e o controle do sangramento extremamente desafiadores. A estratégia de controle de danos cirúrgico foi desenvolvida para interromper essa tríade. Em vez de uma cirurgia definitiva prolongada, o controle de danos envolve uma fase inicial de intervenção rápida para controlar o sangramento e a contaminação (packing, ligadura, shunts), seguida pela transferência do paciente para a UTI para correção da hipotermia, acidose e coagulopatia. Após a estabilização fisiológica, uma segunda cirurgia definitiva é realizada. Essa abordagem tem demonstrado melhorar significativamente os resultados em pacientes com trauma grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes da tríade letal no trauma?

Os três componentes da tríade letal são hipotermia (temperatura central < 35°C), acidose metabólica (pH < 7.2) e coagulopatia (INR > 1.5 ou PTT > 60s).

Como a hipotermia contribui para a tríade letal?

A hipotermia inibe as enzimas da cascata de coagulação, prejudica a função plaquetária e aumenta a fibrinólise, agravando a coagulopatia e o sangramento.

O que é o controle de danos e como ele se relaciona com a tríade letal?

O controle de danos é uma estratégia cirúrgica em trauma grave que prioriza a interrupção do sangramento e a contenção da contaminação em uma primeira etapa, seguida pela estabilização fisiológica do paciente na UTI, para só então realizar a cirurgia definitiva. Ele visa quebrar o ciclo vicioso da tríade letal.

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