FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
A hemorragia promove uma série de respostas. Durante a fase de reanimação, a tríade letal é frequente e caraterizada por
Tríade letal no trauma: acidose, hipotermia e coagulopatia, um ciclo vicioso que agrava a hemorragia.
A tríade letal no trauma hemorrágico é um ciclo vicioso de acidose, hipotermia e coagulopatia que se retroalimenta, dificultando a hemostasia e aumentando a mortalidade. A acidose metabólica compromete a função enzimática da cascata de coagulação, a hipotermia inibe a função plaquetária e enzimática, e a coagulopatia resultante agrava a hemorragia, perpetuando o ciclo.
A hemorragia é a principal causa de morte evitável em pacientes traumatizados. Durante a fase de reanimação, especialmente em hemorragias maciças, o paciente pode desenvolver a temida 'tríade letal', um ciclo vicioso de acidose, hipotermia e coagulopatia que, se não for interrompido, leva rapidamente à falência de múltiplos órgãos e morte. Compreender essa tríade é fundamental para o manejo eficaz do trauma grave. A acidose metabólica ocorre devido à hipoperfusão tecidual e ao metabolismo anaeróbico, resultando em acúmulo de ácido lático. A acidose deprime a função miocárdica e, crucialmente, inibe a atividade das enzimas da cascata de coagulação, comprometendo a hemostasia. A hipotermia, por sua vez, é frequentemente induzida pela exposição ambiental, perda de sangue e infusão de grandes volumes de fluidos não aquecidos. Temperaturas corporais abaixo de 35°C afetam diretamente a função plaquetária e a atividade enzimática da coagulação, prolongando o tempo de sangramento. A coagulopatia no trauma é complexa e multifatorial, sendo exacerbada pela acidose e hipotermia. Ela resulta da diluição dos fatores de coagulação e plaquetas pela reposição volêmica, consumo desses fatores devido à hemorragia contínua, disfunção plaquetária e, em alguns casos, hiperfibrinólise. O manejo da tríade letal exige uma abordagem agressiva e simultânea para corrigir cada componente: aquecimento ativo do paciente, correção da acidose com ventilação adequada e, se necessário, bicarbonato (com cautela), e manejo da coagulopatia com transfusão de hemoderivados (plasma fresco congelado, plaquetas, crioprecipitado) em proporções balanceadas, conforme os protocolos de transfusão maciça.
A acidose metabólica, frequentemente causada pela hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico, inibe a função de enzimas essenciais na cascata de coagulação, prejudicando a formação do coágulo e agravando a hemorragia.
A hipotermia, comum em pacientes traumatizados devido à exposição e infusão de fluidos frios, inibe a função plaquetária e a atividade das enzimas da coagulação. Temperaturas corporais abaixo de 35°C podem comprometer significativamente a hemostasia.
A coagulopatia no trauma é multifatorial, resultante da diluição dos fatores de coagulação e plaquetas pela reposição volêmica, consumo de fatores devido à hemorragia, disfunção plaquetária pela acidose e hipotermia, e ativação da fibrinólise. Isso leva a um sangramento incontrolável.
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