SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
A tríade letal do choque é composta de:
Tríade Letal do Choque = Acidose + Hipotermia + Coagulopatia, um ciclo vicioso que aumenta a mortalidade.
A tríade letal do choque é um conceito fundamental em trauma e terapia intensiva. Ela descreve um ciclo vicioso de acidose metabólica, hipotermia e coagulopatia que se retroalimentam, agravando o estado do paciente chocado e aumentando significativamente a mortalidade. Interromper essa tríade é crucial para a sobrevida.
A tríade letal do choque é um conceito crítico na medicina de emergência e terapia intensiva, particularmente no manejo de pacientes com trauma grave e choque hemorrágico. Ela descreve a interdependência de três condições que, quando presentes juntas, criam um ciclo vicioso que dificulta a ressuscitação e aumenta drasticamente a mortalidade: acidose, hipotermia e coagulopatia. A acidose metabólica surge da hipoperfusão tecidual e do metabolismo anaeróbio, levando ao acúmulo de lactato. A hipotermia é comum em pacientes traumatizados devido à exposição, infusão de fluidos frios e perda de calor. A coagulopatia pode ser multifatorial, incluindo diluição por fluidos, consumo de fatores de coagulação, disfunção hepática e, criticamente, agravada pela acidose e hipotermia. Cada componente da tríade exacerba os outros: a acidose prejudica a função miocárdica e a coagulação; a hipotermia inibe as enzimas da cascata de coagulação e a função plaquetária; e a coagulopatia leva a mais sangramento, piorando a hipovolemia e a acidose. O manejo eficaz do choque exige uma abordagem simultânea e agressiva para corrigir a acidose (otimizando a perfusão e oxigenação), reverter a hipotermia (aquecimento ativo) e tratar a coagulopatia (transfusão de hemoderivados e controle do sangramento), a fim de quebrar esse ciclo e melhorar o prognóstico do paciente.
A acidose metabólica, comum no choque devido à hipoperfusão e metabolismo anaeróbio, inibe a função das enzimas da cascata de coagulação e a agregação plaquetária, agravando a coagulopatia e o sangramento.
A hipotermia (temperatura corporal baixa) retarda as reações enzimáticas, incluindo as da cascata de coagulação, e prejudica a função plaquetária. Isso leva a um aumento do sangramento e piora da coagulopatia, além de afetar a função cardíaca e a resposta a medicamentos.
A coagulopatia no choque, muitas vezes induzida por diluição, consumo de fatores de coagulação e disfunção hepática, leva a sangramento incontrolável. Isso exacerba a hipovolemia, a hipoperfusão tecidual e a acidose, fechando o ciclo vicioso da tríade letal e aumentando a mortalidade.
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