Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Sobre a tríade letal está INCORRETO:
Tríade letal = hipotermia + acidose + coagulopatia; fluídos frios são causa importante de hipotermia no trauma.
A tríade letal (acidose, hipotermia, coagulopatia) é uma complicação grave do trauma. A hipotermia é frequentemente exacerbada pela infusão de grandes volumes de fluidos e hemoderivados não aquecidos, e não primariamente pela isquemia tecidual.
A tríade letal, composta por hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia, é uma cascata de eventos interligados que ocorre em pacientes com trauma grave, especialmente aqueles com choque hemorrágico. Essa tríade representa um ciclo vicioso que agrava o sangramento e a disfunção orgânica, aumentando significativamente a morbimortalidade. O reconhecimento e a interrupção precoce desse ciclo são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia da tríade letal começa com o choque hemorrágico, que leva à hipoperfusão tecidual e ao metabolismo anaeróbico, resultando em acidose metabólica. A acidose, por sua vez, deprime a função miocárdica e inibe a cascata de coagulação. A hipotermia, que pode ser causada pela exposição ambiental, perda de calor e, crucialmente, pela infusão de grandes volumes de fluidos intravenosos e hemoderivados não aquecidos, agrava tanto a acidose quanto a coagulopatia, inibindo as enzimas da coagulação e a função plaquetária. O manejo da tríade letal envolve a correção agressiva de cada um de seus componentes. Isso inclui o controle da hemorragia, o aquecimento ativo do paciente para combater a hipotermia, a correção da acidose através da melhora da perfusão e ventilação, e a administração de hemoderivados em proporções balanceadas para corrigir a coagulopatia. A prevenção da hipotermia iatrogênica, aquecendo fluidos e sangue, é um pilar fundamental na ressuscitação do trauma.
A tríade letal é composta por hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia, que se interligam e agravam o prognóstico do paciente traumatizado.
A hipotermia inibe a função plaquetária e a atividade das enzimas da cascata de coagulação, prolongando o tempo de sangramento e aumentando o risco de hemorragia.
O choque leva à hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico, resultando em acidose. A acidose, por sua vez, deprime o miocárdio e agrava a coagulopatia, enquanto a hipotermia, muitas vezes induzida por fluidos frios, exacerba a acidose e a coagulopatia.
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