SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
A tríade letal dos pacientes com choque hipovolêmico submetidos à ressuscitação volêmica é composta por:
Tríade letal choque hipovolêmico = Acidose + Hipotermia + Coagulopatia.
A tríade letal é uma cascata de eventos que se retroalimentam, agravando o choque hipovolêmico e aumentando a mortalidade. O manejo visa quebrar esse ciclo vicioso.
A tríade letal, composta por acidose, hipotermia e coagulopatia, é um conceito crítico no manejo de pacientes com choque hipovolêmico grave, particularmente em contextos de trauma. Essa tríade representa um ciclo vicioso de disfunção fisiológica que, se não interrompido, leva rapidamente à falência de múltiplos órgãos e à morte. Compreender seus componentes e interações é fundamental para a ressuscitação eficaz. A acidose metabólica surge da hipoperfusão tecidual e do metabolismo anaeróbio, resultando em acúmulo de lactato. Ela deprime a contratilidade miocárdica, diminui a resposta vascular a vasopressores e agrava a coagulopatia ao inibir enzimas da cascata de coagulação. A hipotermia, frequentemente induzida por exposição e infusão de grandes volumes de fluidos frios, também inibe a função plaquetária e a atividade dos fatores de coagulação, além de aumentar a permeabilidade vascular. A coagulopatia, por sua vez, é multifatorial, sendo exacerbada pela acidose e hipotermia, além da diluição dos fatores de coagulação e plaquetas pela ressuscitação volêmica maciça. O tratamento visa quebrar esse ciclo, corrigindo a acidose com ventilação adequada e fluidos, aquecendo o paciente e administrando produtos sanguíneos para corrigir a coagulopatia, como parte de uma ressuscitação hemostática balanceada.
A tríade letal é a combinação de acidose metabólica, hipotermia e coagulopatia que ocorre em pacientes com choque hipovolêmico grave, especialmente em traumas, e que se retroalimentam, aumentando significativamente a mortalidade.
A hipotermia inibe a função enzimática de fatores de coagulação e plaquetas, prejudicando a hemostasia e agravando a coagulopatia. Além disso, pode levar à arritmias cardíacas e disfunção miocárdica.
A acidose metabólica, resultante da hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbio, deprime a função miocárdica, reduz a resposta a catecolaminas e exacerba a coagulopatia, contribuindo para a falência de múltiplos órgãos.
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