SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Uma criança de 5 meses, vítima de trauma cranioencefálico, é intubada à admissão, por apresentar Glasgow 6. Sua PA é de 192 100 mmHg, enchimento capilar de 2 segundos e pulsos cheios. Após monitoramento, a criança apresenta saturação de O2 em ar ambiente de 95% e o seguinte traçado no monitor: Dentre os diagnósticos abaixo, o mais provável para este caso e sua causa são, respectivamente,
TCE grave + Bradicardia + Hipertensão arterial → Tríade de Cushing = Hipertensão Intracraniana (HIC).
A tríade de Cushing (bradicardia, hipertensão arterial e alteração do padrão respiratório) é um sinal clássico de hipertensão intracraniana grave, especialmente em pacientes com trauma cranioencefálico, e indica a necessidade de intervenção imediata para reduzir a pressão intracraniana.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) em crianças é uma causa significativa de morbidade e mortalidade. A avaliação inicial e o manejo agressivo da hipertensão intracraniana (HIC) são cruciais para otimizar os desfechos neurológicos. Em lactentes, os sinais de HIC podem ser sutis, mas a tríade de Cushing é um achado alarmante. A tríade de Cushing, caracterizada por bradicardia, hipertensão arterial sistêmica e padrão respiratório irregular, é um sinal clássico e tardio de HIC grave. Ela representa um reflexo fisiológico do tronco cerebral para manter a perfusão cerebral em um cenário de pressão intracraniana elevada. A hipertensão sistêmica tenta aumentar a pressão de perfusão cerebral, enquanto a bradicardia é uma resposta reflexa à hipertensão. No caso descrito, a criança com TCE grave (Glasgow 6), bradicardia (implícita pela alternativa B) e hipertensão arterial (192x100 mmHg) apresenta componentes da tríade de Cushing, indicando HIC. O manejo imediato da HIC inclui elevação da cabeceira, sedação, analgesia, osmoterapias (manitol ou salina hipertônica) e, se necessário, drenagem ventricular ou craniectomia descompressiva para prevenir a herniação cerebral.
A Tríade de Cushing é composta por bradicardia, hipertensão arterial (com aumento da pressão de pulso) e alteração do padrão respiratório (geralmente irregular).
A Tríade de Cushing é uma resposta fisiológica do corpo para tentar manter a perfusão cerebral em face de um aumento da pressão intracraniana. A hipertensão arterial sistêmica visa superar a HIC, e a bradicardia é um reflexo vagal a essa hipertensão.
O reconhecimento precoce da Tríade de Cushing é vital, pois indica HIC grave e iminente risco de herniação cerebral. Isso exige medidas urgentes para reduzir a PIC, como elevação da cabeceira, sedação, osmoterapias e, em alguns casos, intervenção cirúrgica.
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