Tríade de Cushing: Sinais, Fisiopatologia e Manejo na HIC

HMMKB - Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen - Itajaí (SC) — Prova 2019

Enunciado

Paciente do gênero masculino, oito anos de idade é vítima de traumatismo cranioencefálico, sendo prontamente intubado, prescrito manitol e hiperventilado. Pelas características clínicas, apresenta a tríade de sintomas descrita por Cushing. Para esta síndrome clínica é CORRETO afirmar: 

Alternativas

  1. A) Acontece em cerca de 50% dos pacientes com hipertensão intracraniana. 
  2. B) Esta síndrome foi observada por Harvey Cushing nos primeiros anos do século XX, em um estudo experimental. 
  3. C) O aumento da Pressão arterial média estimula os barorreceptores, determinando vasoconstrição periférica. 
  4. D) Esta síndrome raramente determina lesões por herniação cerebral e óbito.

Pérola Clínica

Tríade de Cushing = ↑ PA, ↓ FC, Respiração irregular → sinal de HIC grave e iminência de herniação.

Resumo-Chave

A Tríade de Cushing (hipertensão arterial, bradicardia e irregularidade respiratória) é um sinal tardio e grave de hipertensão intracraniana (HIC), indicando falha dos mecanismos compensatórios e risco iminente de herniação cerebral. Foi descrita por Harvey Cushing em estudos experimentais.

Contexto Educacional

A Tríade de Cushing é um conjunto de sinais fisiológicos que indicam um aumento significativo e perigoso da pressão intracraniana (PIC), frequentemente observado em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, hemorragias intracranianas ou tumores cerebrais. É um tema de grande relevância para residentes de neurologia, neurocirurgia e emergência. Descrita por Harvey Cushing no início do século XX através de estudos experimentais, a tríade consiste em hipertensão arterial (com aumento da pressão de pulso), bradicardia e irregularidade respiratória. Sua fisiopatologia envolve a resposta do corpo à isquemia do tronco cerebral causada pela alta PIC. A isquemia estimula o centro vasomotor, levando a uma vasoconstrição periférica e aumento da pressão arterial sistêmica para tentar manter a perfusão cerebral. Essa hipertensão, por sua vez, ativa os barorreceptores, resultando em bradicardia. Finalmente, a compressão e disfunção dos centros respiratórios no tronco cerebral levam a padrões respiratórios irregulares. É crucial reconhecer que a Tríade de Cushing é um sinal tardio de hipertensão intracraniana e indica uma falha dos mecanismos compensatórios, com risco iminente de herniação cerebral e morte. O manejo agressivo da PIC, incluindo intubação, ventilação mecânica, manitol e outras medidas, é essencial para tentar reverter o quadro e melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes da Tríade de Cushing?

A Tríade de Cushing é composta por hipertensão arterial (com aumento da pressão de pulso), bradicardia e irregularidade respiratória.

Qual a fisiopatologia da Tríade de Cushing na hipertensão intracraniana?

O aumento da pressão intracraniana compromete a perfusão cerebral, levando à isquemia do tronco cerebral. Isso ativa o sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica e hipertensão arterial. A hipertensão arterial, por sua vez, estimula os barorreceptores, resultando em bradicardia e, finalmente, a disfunção do centro respiratório no tronco cerebral leva à respiração irregular.

Por que a Tríade de Cushing é um sinal de alerta grave?

É um sinal de alerta grave porque indica que a pressão intracraniana atingiu níveis críticos, comprometendo a perfusão cerebral e os centros vitais do tronco cerebral, o que pode preceder a herniação cerebral e o óbito se não houver intervenção imediata.

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