Tríade de Cushing: Sinais de Hipertensão Intracraniana

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021

Enunciado

A tríade de Cushing – de agravamento da hipertensão intracraniana, com compressão de tronco cerebral – é constituída por:

Alternativas

  1. A) hipertensão arterial, bradicardia, bradipneia.
  2. B) hipertensão arterial, bradicardia, taquipneia. 
  3. C) hipertensão arterial, taquicardia, taquipneia.
  4. D) hipotensão arterial, bradicardia e taquipneia.

Pérola Clínica

Tríade de Cushing = Hipertensão arterial + Bradicardia + Bradipneia (sinal de HIC grave).

Resumo-Chave

A tríade de Cushing é um sinal tardio e grave de hipertensão intracraniana (HIC) com compressão do tronco cerebral. A hipertensão arterial sistêmica é uma resposta compensatória para manter a perfusão cerebral, enquanto a bradicardia e a bradipneia resultam da disfunção dos centros cardiorrespiratórios no tronco cerebral.

Contexto Educacional

A hipertensão intracraniana (HIC) é uma condição grave que pode resultar de diversas patologias neurológicas, como traumatismo cranioencefálico, acidente vascular cerebral, tumores cerebrais e infecções. O aumento da pressão dentro do crânio pode levar à compressão de estruturas cerebrais vitais, especialmente o tronco cerebral, que abriga centros cardiorrespiratórios essenciais. A tríade de Cushing é um conjunto de sinais clínicos que indica um agravamento da HIC e a iminência de herniação cerebral, sendo um achado de extrema gravidade e uma emergência médica. A tríade de Cushing é classicamente composta por três componentes: hipertensão arterial sistêmica, bradicardia e bradipneia. A hipertensão arterial é uma resposta compensatória do organismo, conhecida como reflexo de Cushing, que visa aumentar a pressão de perfusão cerebral (PPC) para superar o aumento da pressão intracraniana e garantir o suprimento sanguíneo ao cérebro. A bradicardia, por sua vez, é um reflexo vagal desencadeado pelo aumento da pressão arterial, enquanto a bradipneia (ou padrões respiratórios irregulares) resulta da disfunção dos centros respiratórios localizados no tronco cerebral devido à compressão. Para residentes e profissionais de emergência, o reconhecimento precoce da tríade de Cushing é fundamental para a tomada de decisões rápidas e eficazes. Sua presença indica a necessidade de intervenção imediata para reduzir a pressão intracraniana, como a administração de manitol, soluções salinas hipertônicas, hiperventilação controlada ou, em alguns casos, intervenção cirúrgica descompressiva. A falha em identificar e tratar a HIC grave pode levar a danos cerebrais irreversíveis, coma e óbito, ressaltando a importância do monitoramento contínuo e da vigilância neurológica em pacientes de risco.

Perguntas Frequentes

Qual a fisiopatologia da tríade de Cushing na hipertensão intracraniana?

A hipertensão arterial é uma resposta do corpo para manter a perfusão cerebral diante do aumento da pressão intracraniana. A bradicardia e a bradipneia são reflexos vagais e disfunção dos centros cardiorrespiratórios no tronco cerebral devido à compressão.

Quando a tríade de Cushing deve ser suspeitada?

A tríade de Cushing deve ser suspeitada em pacientes com lesões intracranianas (trauma, AVC, tumores) que apresentem deterioração neurológica súbita, especialmente se acompanhada de alterações nos sinais vitais.

Quais são as implicações clínicas da tríade de Cushing?

A presença da tríade de Cushing indica uma emergência neurológica, sugerindo compressão iminente ou já estabelecida do tronco cerebral, e requer intervenção imediata para reduzir a pressão intracraniana e evitar danos cerebrais irreversíveis.

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