UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2018
Quanto ao traumatismo de coluna é INCORRETO afirmar que:
Traumatismo coluna → imobilização rígida até exclusão de lesão instável; choque neurogênico ≠ dor.
O choque neurogênico é uma forma de choque distributivo devido à perda do tônus simpático após lesão medular, resultando em bradicardia e hipotensão. Não é causado por dor e analgésicos potentes não o previnem, podendo até piorar a hipotensão.
O traumatismo raquimedular (TRM) é uma condição grave que exige manejo imediato e adequado para minimizar sequelas neurológicas. As fraturas vertebrais, especialmente em C1, C2 e C7, podem ser de difícil diagnóstico inicial devido a sobreposições anatômicas, sendo crucial manter alta suspeição. A premissa de que toda coluna é instável até prova em contrário guia a conduta inicial, com imobilização rígida. O choque neurogênico, uma complicação do TRM acima de T6, é caracterizado por hipotensão e bradicardia devido à perda do tônus simpático, resultando em vasodilatação e acúmulo de sangue periférico. É fundamental diferenciá-lo do choque medular, que é a perda temporária da função neurológica. A avaliação neurológica e a imobilização são prioritárias, e analgésicos potentes não previnem o choque neurogênico. O manejo inicial do TRM inclui imobilização cervical rígida, avaliação neurológica completa e suporte hemodinâmico. Analgésicos são importantes para o conforto do paciente, mas devem ser usados com cautela para não mascarar sinais ou agravar a hipotensão. A consulta precoce com um cirurgião de coluna é essencial em casos de dúvida ou lesão confirmada, garantindo a avaliação especializada.
O choque neurogênico se manifesta com hipotensão (devido à vasodilatação periférica) e bradicardia (pela perda do tônus simpático), além de pele quente e seca. É um choque distributivo, diferente do choque hipovolêmico.
Essas fraturas são mais difíceis de visualizar em radiografias simples devido à sobreposição óssea (C1/C2) ou à transição cervicotorácica (C7/T1), exigindo maior atenção e, por vezes, exames complementares como a tomografia computadorizada.
A imobilização é crucial para prevenir lesões secundárias à medula espinhal em casos de instabilidade vertebral suspeita ou confirmada, mantendo a coluna em alinhamento neutro até a exclusão radiológica de lesão.
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