TCE Pediátrico: Avaliação e Conduta em Casos Leves

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2018

Enunciado

Menino de 7 anos caiu da parte superior do beliche durante o sono e foi imediatamente levado ao pronto-atendimento por ter batido a cabeça durante queda. Ao chegar, estava em BEG, corado, hidratado, algo sonolento, com hematoma occipital, sem sangramento e sem crepitação. Escala de Coma de Glasgow de 15. Quais são a hipótese diagnóstica e a conduta?

Alternativas

  1. A) TCE leve, risco moderado. Tomografia de crânio. Se normal, observação por 12 horas. 
  2. B) TCE leve, risco leve. Observação por 12 horas e alta se não tiver intercorrências. 
  3. C) TCE leve, risco moderado. Radiografia de crânio, se normal, alta após 12 horas de observação. 
  4. D) TCE moderado, risco baixo. Tomografia de crânio. Se normal, alta após 12 horas de observação.
  5. E) TCE leve, risco alto. Ressonância magnética de crânio. Se normal, observação por 12 horas. 

Pérola Clínica

TCE pediátrico com Glasgow 15 + hematoma occipital (sinal de trauma significativo) → TCE leve, risco moderado, TC de crânio.

Resumo-Chave

Apesar do Glasgow 15, a presença de um hematoma occipital após uma queda de altura (beliche) em uma criança de 7 anos eleva o risco de lesão intracraniana, classificando o TCE como leve com risco moderado. Nesses casos, a tomografia de crânio é indicada para descartar lesões, seguida de observação clínica por 12-24 horas, mesmo se a TC for normal.

Contexto Educacional

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma causa comum de atendimento em pronto-socorro pediátrico. A avaliação inicial de um TCE em crianças exige a aplicação da Escala de Coma de Glasgow (ECG) e a identificação de fatores de risco que podem indicar a necessidade de neuroimagem. Mesmo um TCE classificado como leve (ECG 13-15) pode ter risco moderado ou alto dependendo do mecanismo do trauma e dos achados clínicos. No caso apresentado, a queda de um beliche e a presença de um hematoma occipital, apesar do Glasgow 15, são fatores que elevam o risco de lesão intracraniana. O hematoma, especialmente em região occipital, pode indicar um impacto significativo. Portanto, a conduta correta envolve a realização de uma tomografia de crânio para descartar lesões como fraturas ou sangramentos, que podem não ser imediatamente evidentes clinicamente. Se a tomografia de crânio for normal, a observação clínica por 12 a 24 horas ainda é recomendada. Isso permite monitorar o paciente para o surgimento tardio de sintomas ou sinais de deterioração neurológica, garantindo a segurança antes da alta. A alta imediata sem observação, mesmo com TC normal, pode ser um erro em casos com fatores de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um TCE como leve em crianças?

Um TCE é classificado como leve em crianças quando a Escala de Coma de Glasgow (ECG) é de 13 a 15. No entanto, a presença de fatores de risco adicionais pode elevar o nível de preocupação, mesmo com ECG normal.

Quando a tomografia de crânio é indicada em um TCE pediátrico leve?

A tomografia de crânio é indicada em TCE leve pediátrico quando há sinais de alerta como fratura de crânio, hematoma significativo, alteração do nível de consciência, vômitos persistentes, convulsões, ou mecanismo de trauma de alto risco, mesmo com Glasgow 15.

Por que a observação é importante após um TCE leve com TC normal?

A observação é crucial porque algumas lesões intracranianas podem se desenvolver ou se manifestar clinicamente horas após o trauma inicial, mesmo com uma TC inicial normal. A vigilância permite identificar precocemente qualquer deterioração neurológica.

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