FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Um menino de oito anos de idade, previamente hígido, foi levado ao pronto atendimento após sofrer uma queda de sua bicicleta. Relatou que bateu a cabeça no chão, mas estava usando um capacete. Negou perda da consciência ou vômitos. No exame físico, o paciente estava alerta e orientado, com pupilas isocóricas e fotorreagentes e com escoriação na região frontal. Sinais vitais sem alterações. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para o paciente.
TCE leve pediátrico (Glasgow 15, sem sinais de alarme) → Observação domiciliar + Orientação sobre sinais de alerta.
Em crianças com TCE leve (Glasgow 15, sem perda de consciência prolongada, vômitos repetidos, cefaleia progressiva, alteração de comportamento ou sinais neurológicos focais), a observação domiciliar com orientação clara aos pais sobre sinais de alarme é a conduta mais adequada, evitando irradiação desnecessária.
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma causa comum de atendimento em emergências pediátricas. A avaliação inicial de uma criança com TCE deve focar na identificação de lesões graves que necessitem de intervenção imediata, enquanto se evita exames desnecessários que exponham a criança à radiação. O uso de escalas como a de Coma de Glasgow (GCS) é fundamental para classificar a gravidade do TCE. Em casos de TCE leve (GCS 15), como o descrito, onde não há perda de consciência prolongada, vômitos, sinais neurológicos focais ou fratura de crânio, a conduta mais apropriada é a observação. Ferramentas de decisão clínica, como o PECARN (Pediatric Emergency Care Applied Research Network), ajudam a guiar a necessidade de neuroimagem, minimizando a exposição à radiação em pacientes de baixo risco. A orientação aos pais sobre os sinais de alarme é crucial para a segurança do paciente em observação domiciliar. Residentes devem estar aptos a identificar os critérios de baixo risco para TCE pediátrico e a fornecer instruções claras sobre quando procurar atendimento médico novamente, garantindo um manejo seguro e eficaz.
Sinais de alarme incluem vômitos repetidos, cefaleia progressiva ou intensa, sonolência excessiva ou dificuldade para despertar, convulsões, alteração do comportamento, desequilíbrio ou fraqueza em um lado do corpo.
A TC de crânio é indicada em TCE pediátrico com sinais de alerta (ex: Glasgow <15, fratura de crânio palpável, alteração do estado mental, vômitos repetidos, convulsão pós-traumática) ou conforme critérios de risco validados como o PECARN.
O capacete é fundamental na prevenção de lesões graves na cabeça e no cérebro em quedas de bicicleta, absorvendo o impacto e distribuindo a força, reduzindo significativamente o risco de TCE.
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