UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Paciente de 14 anos foi trazido à Emergência após queda de bicicleta. À admissão, encontrava-se consciente queixando-se de dores em todo o corpo. A tomografia computadorizada de crânio revelou coleção de sangue hiperdensa à esquerda, que não cruzava o tentório, mas que não era limitada pelas suturas. Ao retornar para a Sala de Observação, o paciente teve perda transitória de consciência, apresentando hemiparesia à direita e dilatação pupilar ipsilateral. O declínio rápido de seu estado mental neste momento indica a necessidade de
Deterioração neurológica rápida (rebaixamento, hemiparesia, pupila dilatada) em TCE → intubação imediata para proteção de via aérea e controle de HIC.
A deterioração neurológica rápida em um paciente com traumatismo cranioencefálico (TCE), manifestada por perda de consciência, sinais de lateralização (hemiparesia) e dilatação pupilar ipsilateral, indica uma emergência neurocirúrgica e, mais imediatamente, a necessidade de proteção da via aérea. A intubação endotraqueal é crucial para garantir oxigenação e ventilação adequadas, prevenir aspiração e auxiliar no controle da pressão intracraniana (PIC).
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em jovens. A avaliação e o manejo rápidos são cruciais para o prognóstico. A deterioração neurológica aguda, como a descrita no caso (perda de consciência, hemiparesia, dilatação pupilar ipsilateral), é um sinal de alarme que indica aumento da pressão intracraniana (PIC) e possível herniação cerebral. Nesse cenário, a prioridade máxima é a proteção da via aérea e a garantia de ventilação e oxigenação adequadas. A intubação endotraqueal é imperativa para prevenir hipóxia e hipercapnia, que podem agravar a lesão cerebral secundária. Além disso, a intubação permite o controle da ventilação para manter uma PaCO2 adequada, auxiliando na redução da PIC. A dilatação pupilar ipsilateral é um sinal clássico de compressão do nervo oculomotor, frequentemente associada à herniação uncal, que exige intervenção imediata. Residentes devem estar preparados para reconhecer rapidamente esses sinais de deterioração e agir prontamente, priorizando a estabilização da via aérea e a ventilação antes de qualquer outra investigação, como exames de imagem adicionais, que podem atrasar o manejo crítico.
Sinais incluem rebaixamento do nível de consciência (queda na Escala de Coma de Glasgow), aparecimento de déficits focais (como hemiparesia), dilatação pupilar unilateral e alterações respiratórias ou hemodinâmicas.
A intubação protege a via aérea contra aspiração, garante oxigenação e ventilação adequadas, e permite o controle da PaCO2 para auxiliar na redução da pressão intracraniana (PIC), prevenindo lesões cerebrais secundárias.
A dilatação pupilar ipsilateral (do mesmo lado da lesão) é um sinal clássico de herniação uncal, indicando compressão do nervo oculomotor devido ao aumento da pressão intracraniana, uma emergência neurocirúrgica.
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