HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Considerando os pacientes traumatizados que podem ter lesão cerebral traumática, assinale a alternativa que indica uma situação em que NÃO é necessário fazer tomografia computadorizada de crânio:
TC de crânio em TCE: indicada em Glasgow < 15, trauma de alta energia, uso de anticoagulantes, idade > 60 anos, sinais neurológicos focais, vômitos persistentes.
A decisão de realizar uma tomografia computadorizada (TC) de crânio em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) é guiada por critérios clínicos rigorosos, como a escala de Glasgow, mecanismo do trauma, idade e uso de anticoagulantes. Pacientes com Glasgow 15 e sem outros fatores de risco podem não necessitar de TC imediata.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo, exigindo uma avaliação rápida e precisa para identificar lesões intracranianas. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame de imagem de escolha na fase aguda, mas sua indicação deve ser criteriosa para evitar exposição desnecessária à radiação e otimizar recursos. A decisão de realizar uma TC de crânio é baseada em protocolos como as Regras de Ottawa para TCE ou NEXUS II, que consideram a Escala de Coma de Glasgow (ECG), mecanismo do trauma, idade, uso de anticoagulantes/antiagregantes, presença de vômitos, convulsões, cefaleia intensa, amnésia pós-traumática e sinais de fratura de base de crânio. Pacientes com Glasgow 15, sem outros fatores de risco e com mecanismo de trauma leve, podem ser observados. No entanto, certas populações, como idosos, crianças pequenas e pacientes em uso de anticoagulantes, têm um limiar mais baixo para a indicação de TC, mesmo com Glasgow 15, devido ao maior risco de lesões intracranianas ocultas. O caso da alternativa C, uma paciente jovem com Glasgow 15 após 12 horas do evento, sem outros fatores de risco evidentes, é o que menos justificaria uma TC imediata, especialmente se assintomática e estável.
Os critérios incluem Glasgow < 15, sinais neurológicos focais, vômitos persistentes, convulsões, suspeita de fratura de crânio, mecanismo de trauma de alta energia, uso de anticoagulantes/antiagregantes, idade > 60 anos e TCE em crianças com sinais de alerta.
Não necessariamente. Pacientes com Glasgow 15 e sem outros fatores de risco (como uso de anticoagulantes, trauma de alta energia, idade avançada ou sinais de alerta) podem ser observados clinicamente sem TC imediata, conforme protocolos como as Regras de Ottawa ou NEXUS II.
Pacientes em uso de anticoagulantes ou antiagregantes têm um risco significativamente maior de desenvolver hemorragias intracranianas, mesmo após traumas leves, justificando a TC de crânio mesmo com Glasgow 15.
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