TCE: Quando Realizar Tomografia Computadorizada de Crânio?

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023

Enunciado

Considerando os pacientes traumatizados que podem ter lesão cerebral traumática, assinale a alternativa que indica uma situação em que NÃO é necessário fazer tomografia computadorizada de crânio:

Alternativas

  1. A) Paciente do sexo masculino, 9 meses, choroso e muito irritado, que caiu do colo da mãe, tendo ficado hipotônico por mais de meia hora e já vomitou algumas vezes.
  2. B) Paciente do sexo feminino, 45 anos, vítima de capotamento, Glasgow 15 o tempo todo, sempre estável hemodinamicamente; um passageiro do mesmo carro faleceu no local.
  3. C) Paciente do sexo feminino, 18 anos, Glasgow 15, vítima que de queda de motocicleta há cerca de 12 horas.
  4. D) Paciente de 25 anos, sexo masculino, Glasgow 14, que fez uso de álcool nas duas horas antes do evento traumático.
  5. E) Paciente do sexo masculino, 75 anos, que faz uso de clopidogrel, caiu da própria altura e tem Glasgow 15.

Pérola Clínica

TC de crânio em TCE: indicada em Glasgow < 15, trauma de alta energia, uso de anticoagulantes, idade > 60 anos, sinais neurológicos focais, vômitos persistentes.

Resumo-Chave

A decisão de realizar uma tomografia computadorizada (TC) de crânio em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) é guiada por critérios clínicos rigorosos, como a escala de Glasgow, mecanismo do trauma, idade e uso de anticoagulantes. Pacientes com Glasgow 15 e sem outros fatores de risco podem não necessitar de TC imediata.

Contexto Educacional

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo, exigindo uma avaliação rápida e precisa para identificar lesões intracranianas. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame de imagem de escolha na fase aguda, mas sua indicação deve ser criteriosa para evitar exposição desnecessária à radiação e otimizar recursos. A decisão de realizar uma TC de crânio é baseada em protocolos como as Regras de Ottawa para TCE ou NEXUS II, que consideram a Escala de Coma de Glasgow (ECG), mecanismo do trauma, idade, uso de anticoagulantes/antiagregantes, presença de vômitos, convulsões, cefaleia intensa, amnésia pós-traumática e sinais de fratura de base de crânio. Pacientes com Glasgow 15, sem outros fatores de risco e com mecanismo de trauma leve, podem ser observados. No entanto, certas populações, como idosos, crianças pequenas e pacientes em uso de anticoagulantes, têm um limiar mais baixo para a indicação de TC, mesmo com Glasgow 15, devido ao maior risco de lesões intracranianas ocultas. O caso da alternativa C, uma paciente jovem com Glasgow 15 após 12 horas do evento, sem outros fatores de risco evidentes, é o que menos justificaria uma TC imediata, especialmente se assintomática e estável.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para indicar uma TC de crânio em pacientes com TCE?

Os critérios incluem Glasgow < 15, sinais neurológicos focais, vômitos persistentes, convulsões, suspeita de fratura de crânio, mecanismo de trauma de alta energia, uso de anticoagulantes/antiagregantes, idade > 60 anos e TCE em crianças com sinais de alerta.

Um paciente com Glasgow 15 sempre precisa de TC de crânio após um TCE?

Não necessariamente. Pacientes com Glasgow 15 e sem outros fatores de risco (como uso de anticoagulantes, trauma de alta energia, idade avançada ou sinais de alerta) podem ser observados clinicamente sem TC imediata, conforme protocolos como as Regras de Ottawa ou NEXUS II.

Por que o uso de anticoagulantes é um fator de risco importante no TCE?

Pacientes em uso de anticoagulantes ou antiagregantes têm um risco significativamente maior de desenvolver hemorragias intracranianas, mesmo após traumas leves, justificando a TC de crânio mesmo com Glasgow 15.

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