TCE: Queda na Escala de Glasgow e Piora do Prognóstico

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023

Enunciado

Adolescente, sexo masculino, 17 anos, é encaminhado ao hospital por ter sofrido coice de cavalo. Apresenta cefaleia leve e Glasgow 14. A TC de crânio sem contraste constatou Traumatismo Crânio Encefálico (TCE). Após algumas horas no leito, evoluiu com aumento da intensidade da cefaleia, rebaixamento do nível de consciência, náuseas e crise convulsiva e queda na escala de coma de Glasgow para 11. A alteração que revela o pior prognóstico do paciente é:

Alternativas

  1. A) Aumento da intensidade da cefaleia.
  2. B) Queda na pontuação da escala de coma de Glasgow.
  3. C) Crise convulsiva.
  4. D) Náusea.

Pérola Clínica

No TCE, a queda na Escala de Coma de Glasgow (ECG) é o indicador mais objetivo de piora neurológica e prognóstico.

Resumo-Chave

No Traumatismo Cranioencefálico (TCE), a Escala de Coma de Glasgow (ECG) é a ferramenta mais importante para avaliar o nível de consciência e monitorar a evolução do paciente. Uma queda na pontuação da ECG indica piora neurológica objetiva e é o sinal mais fidedigno de pior prognóstico, sugerindo progressão da lesão intracraniana.

Contexto Educacional

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma lesão cerebral causada por uma força externa, que pode variar de leve a grave. A avaliação e o monitoramento contínuo do paciente com TCE são fundamentais para identificar precocemente a deterioração neurológica e intervir a tempo. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é a ferramenta mais amplamente utilizada para quantificar o nível de consciência e classificar a gravidade do TCE, sendo um pilar na avaliação inicial e na reavaliação. A fisiopatologia da deterioração neurológica no TCE frequentemente envolve o desenvolvimento de lesões secundárias, como edema cerebral, hematomas intracranianos (epidural, subdural, intraparenquimatoso) ou isquemia, que levam ao aumento da pressão intracraniana (PIC). O rebaixamento do nível de consciência, refletido por uma queda na pontuação da ECG, é o sinal mais sensível e objetivo de que uma dessas complicações está ocorrendo e que a função cerebral está sendo comprometida. A monitorização seriada da ECG, juntamente com a avaliação pupilar e dos déficits focais, é crucial para guiar a conduta. Uma queda de 2 ou mais pontos na ECG é um sinal de alarme que exige reavaliação imediata, exames de imagem (nova TC de crânio) e, muitas vezes, intervenção neurocirúrgica ou medidas para controle da PIC. Ignorar esse sinal pode levar a um prognóstico desfavorável, com sequelas neurológicas permanentes ou óbito.

Perguntas Frequentes

Como a Escala de Coma de Glasgow (ECG) é utilizada no TCE?

A ECG avalia a resposta ocular, verbal e motora do paciente, fornecendo uma pontuação de 3 a 15. É usada para classificar a gravidade do TCE e, principalmente, para monitorar a evolução neurológica ao longo do tempo.

Por que a queda na pontuação da ECG é o pior indicador prognóstico no TCE?

Uma queda na ECG reflete uma deterioração objetiva e quantificável da função cerebral, geralmente indicando aumento da pressão intracraniana, progressão de lesões hemorrágicas ou isquêmicas, e maior risco de sequelas ou óbito.

Quais são os sinais de alerta para deterioração neurológica em pacientes com TCE?

Sinais de alerta incluem rebaixamento do nível de consciência (queda na ECG), cefaleia progressiva e intensa, vômitos em jato, anisocoria, déficits focais novos, crise convulsiva e alterações nos sinais vitais (bradicardia, hipertensão arterial, irregularidade respiratória - Tríade de Cushing).

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