AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Escolar de 8 anos, vítima de acidente automobilístico, dá entrada no Pronto Socorro com escala de coma de Glasgow de 14, em tábua com colar cervical. Durante o período de observação desenvolve vômitos (5), cefaleia intensa, uma crise tônico-clônica generalizada, amnésia e queda no Glasgow para 11. Qual das alterações é indicativa de maior risco para evolução desfavorável este paciente?
TCE pediátrico → Queda no Glasgow é o sinal mais crítico de deterioração neurológica.
Em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE), especialmente pediátricos, a queda na pontuação da Escala de Coma de Glasgow (ECG) é o sinal mais alarmante de deterioração neurológica, indicando aumento da pressão intracraniana ou lesão cerebral progressiva, e exige reavaliação e intervenção imediatas.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) em crianças é uma causa comum de morbimortalidade e requer vigilância contínua. A avaliação inicial e o monitoramento subsequente são cruciais para identificar a deterioração neurológica e intervir precocemente, prevenindo lesões cerebrais secundárias. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é a ferramenta padrão ouro para avaliar o nível de consciência e a gravidade do TCE. Uma pontuação inicial de 14 indica um TCE leve. No entanto, a queda subsequente na pontuação do Glasgow, como observado no caso (de 14 para 11), é o sinal mais crítico e alarmante de deterioração neurológica. Isso pode indicar um aumento da pressão intracraniana (PIC) devido a hematomas, edema cerebral ou outras lesões expansivas, exigindo reavaliação neurológica imediata e exames de imagem. Embora vômitos, cefaleia intensa, amnésia e crises convulsivas sejam todos sinais de alerta importantes em um paciente com TCE, a alteração objetiva e quantificável no nível de consciência, refletida pela queda no Glasgow, é o indicador mais sensível e grave de uma piora do quadro. Residentes devem ser treinados para reconhecer a importância dessa mudança e agir prontamente, pois a intervenção tardia pode levar a desfechos neurológicos desfavoráveis.
Sinais de alerta incluem queda na pontuação de Glasgow, vômitos persistentes, cefaleia progressiva, convulsões, assimetria pupilar, fraqueza em um lado do corpo e alterações no comportamento ou nível de consciência.
A ECG é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência e a gravidade do TCE. Mudanças na pontuação são cruciais para monitorar a evolução do paciente e identificar precocemente a deterioração neurológica.
Crises convulsivas que ocorrem imediatamente após o trauma (convulsões precoces) ou que são recorrentes, especialmente se associadas a uma queda no Glasgow, indicam maior risco de lesão cerebral e necessidade de investigação e tratamento.
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