AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é a principal causa de morte por trauma na população pediátrica. A marca registrada do TCE grave é o coma e Escala de Coma de Glasgow (ECG) com escore entre 3-8.Sobre esta situação selecione a opção correta.I – Na estabilização inicial a euvolemia é o alvo, e líquidos hipotônicos devem ser rigorosamente evitados; a solução salina isotônica é o líquido de escolha.II – A terapia de primeira linha inclui a elevação da cabeceira do leito, garantindo o posicionamento da linha média da cabeça, ventilação mecânica controlada, sedação e analgesia.III – O principal sinal de que um paciente esteja evoluindo para herniação transtentorial ou deterioração neurológica é o aprofundamento de três ou mais pontos na ECG, qualquer que seja a pontuação inicial
TCE grave pediátrico → Manter euvolemia com isotônicos, elevar cabeceira, ventilar, sedar e monitorar ECG para sinais de herniação.
No TCE pediátrico grave, a manutenção da euvolemia com soluções isotônicas (evitando hipotônicos) é crucial para evitar edema cerebral. A elevação da cabeceira e o posicionamento da cabeça na linha média otimizam o fluxo venoso cerebral. A sedação e analgesia controlam a dor e agitação, prevenindo picos de PIC. A queda de 3 ou mais pontos na ECG é um sinal de alerta para deterioração neurológica e possível herniação.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade na população pediátrica, com o TCE grave (Escala de Coma de Glasgow 3-8) representando um desafio crítico. O manejo inicial visa otimizar a perfusão cerebral, prevenir lesões secundárias e controlar a pressão intracraniana (PIC). A estabilização hemodinâmica e respiratória é primordial, garantindo oxigenação e ventilação adequadas desde o primeiro contato. A fluidoterapia no TCE pediátrico deve ser cuidadosa, buscando a euvolemia com soluções isotônicas, como o soro fisiológico a 0,9%. Líquidos hipotônicos são contraindicados devido ao risco de agravar o edema cerebral. Medidas para controle da PIC incluem a elevação da cabeceira a 30 graus, manutenção da cabeça na linha média para otimizar o retorno venoso, e o uso de sedação e analgesia para evitar agitação e dor, que podem aumentar a PIC. A monitorização neurológica contínua, com reavaliações frequentes da Escala de Coma de Glasgow (ECG), é essencial. Uma queda de 3 ou mais pontos na ECG é um sinal de alarme que indica deterioração neurológica e a necessidade de investigação imediata para descartar herniação transtentorial ou outras complicações. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para melhorar o prognóstico desses pacientes.
Líquidos hipotônicos podem levar à hiponatremia e ao aumento do edema cerebral, agravando a pressão intracraniana (PIC) em um cérebro já comprometido. Soluções isotônicas, como soro fisiológico 0,9%, são preferíveis para manter a euvolemia sem exacerbar o edema.
A elevação da cabeceira a 30 graus e o posicionamento da cabeça na linha média facilitam o retorno venoso cerebral, o que ajuda a reduzir a pressão intracraniana (PIC). Isso minimiza a congestão venosa e otimiza a perfusão cerebral.
Os sinais de alerta incluem aprofundamento de 3 ou mais pontos na Escala de Coma de Glasgow, anisocoria (pupila dilatada e não reativa), bradicardia, hipertensão arterial (resposta de Cushing) e padrões respiratórios anormais.
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