HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2017
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é a principal causa de morte e invalidez na faixa etária abaixo de 12 anos. Qual afirmativa abaixo está CORRETA?
TCE pediátrico: TC de crânio é padrão-ouro para hemorragias e fraturas.
A Tomografia Computadorizada (TC) de crânio é o exame de imagem de escolha no TCE, especialmente em crianças, devido à sua alta sensibilidade para detectar lesões agudas como hemorragias intracranianas, coleções e fraturas, que são cruciais para o manejo inicial.
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) representa uma das principais causas de morbimortalidade e invalidez em crianças, especialmente na faixa etária abaixo dos 12 anos. A avaliação e o manejo adequados são cruciais para otimizar o prognóstico. A fisiopatologia do TCE pediátrico difere da do adulto devido a particularidades anatômicas e fisiológicas, como a maior proporção cabeça/corpo e a menor mielinização cerebral. O diagnóstico preciso e rápido das lesões intracranianas é fundamental. A Tomografia Computadorizada (TC) de crânio é amplamente reconhecida como o padrão-ouro para a avaliação inicial do TCE, devido à sua alta sensibilidade na detecção de hemorragias agudas (intra ou extra-axiais), contusões cerebrais, edema e fraturas de crânio. Embora a radiação seja uma preocupação em crianças, os benefícios diagnósticos superam os riscos em casos de TCE moderado a grave ou com sinais de alerta. Para residentes, é imperativo dominar a avaliação clínica do TCE pediátrico, incluindo a aplicação da Escala de Coma de Glasgow adaptada para a idade, e saber quando indicar a TC de crânio. O manejo inicial envolve a estabilização do paciente, controle da via aérea e ventilação, e a identificação e tratamento de lesões que possam levar à hipertensão intracraniana, visando minimizar o dano cerebral secundário e melhorar os resultados a longo prazo.
As indicações para TC de crânio em TCE pediátrico incluem alteração do nível de consciência, sinais neurológicos focais, fratura de crânio palpável, convulsões pós-traumáticas, vômitos persistentes, mecanismo de trauma de alta energia e sinais de abuso infantil.
A Escala de Coma de Glasgow é adaptada para crianças menores de 2 anos (Escala de Coma de Glasgow Pediátrica) com modificações na avaliação da resposta verbal, que considera o choro e a vocalização apropriada para a idade, mantendo a avaliação de abertura ocular e resposta motora.
As lesões intracranianas mais comuns no TCE pediátrico incluem contusões cerebrais, hematomas subdurais, hematomas epidurais e hemorragias subaracnóideas. Fraturas de crânio também são frequentes e podem estar associadas a lesões intracranianas.
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