TCE Pediátrico: TC de Crânio como Padrão-Ouro Diagnóstico

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2017

Enunciado

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é a principal causa de morte e invalidez na faixa etária abaixo de 12 anos. Qual afirmativa abaixo está CORRETA?

Alternativas

  1. A) O mecanismo e a gravidade do trauma não interferem na avaliação e condutas iniciais prestadas ao paciente.
  2. B) Bebês com TCE, especialmente aqueles com lesões corticais, hematomas subdurais e contusões cerebrais. raramente se apresentam, na emergência, em estado de mal convulsivo. 
  3. C) A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia a abertura ocular, a melhor reposta motora e a melhor resposta neurológica. 
  4. D) A Tomografia computadorizada de crânio é o padrão-ouro do diagnóstico de TCE, com alta sensibilidade para hemorragias recentes, coleções intra ou extra-axiais e fraturas de crânio.

Pérola Clínica

TCE pediátrico: TC de crânio é padrão-ouro para hemorragias e fraturas.

Resumo-Chave

A Tomografia Computadorizada (TC) de crânio é o exame de imagem de escolha no TCE, especialmente em crianças, devido à sua alta sensibilidade para detectar lesões agudas como hemorragias intracranianas, coleções e fraturas, que são cruciais para o manejo inicial.

Contexto Educacional

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) representa uma das principais causas de morbimortalidade e invalidez em crianças, especialmente na faixa etária abaixo dos 12 anos. A avaliação e o manejo adequados são cruciais para otimizar o prognóstico. A fisiopatologia do TCE pediátrico difere da do adulto devido a particularidades anatômicas e fisiológicas, como a maior proporção cabeça/corpo e a menor mielinização cerebral. O diagnóstico preciso e rápido das lesões intracranianas é fundamental. A Tomografia Computadorizada (TC) de crânio é amplamente reconhecida como o padrão-ouro para a avaliação inicial do TCE, devido à sua alta sensibilidade na detecção de hemorragias agudas (intra ou extra-axiais), contusões cerebrais, edema e fraturas de crânio. Embora a radiação seja uma preocupação em crianças, os benefícios diagnósticos superam os riscos em casos de TCE moderado a grave ou com sinais de alerta. Para residentes, é imperativo dominar a avaliação clínica do TCE pediátrico, incluindo a aplicação da Escala de Coma de Glasgow adaptada para a idade, e saber quando indicar a TC de crânio. O manejo inicial envolve a estabilização do paciente, controle da via aérea e ventilação, e a identificação e tratamento de lesões que possam levar à hipertensão intracraniana, visando minimizar o dano cerebral secundário e melhorar os resultados a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para realizar uma TC de crânio em TCE pediátrico?

As indicações para TC de crânio em TCE pediátrico incluem alteração do nível de consciência, sinais neurológicos focais, fratura de crânio palpável, convulsões pós-traumáticas, vômitos persistentes, mecanismo de trauma de alta energia e sinais de abuso infantil.

Como a Escala de Coma de Glasgow (ECG) é adaptada para crianças?

A Escala de Coma de Glasgow é adaptada para crianças menores de 2 anos (Escala de Coma de Glasgow Pediátrica) com modificações na avaliação da resposta verbal, que considera o choro e a vocalização apropriada para a idade, mantendo a avaliação de abertura ocular e resposta motora.

Quais são as lesões intracranianas mais comuns no TCE pediátrico?

As lesões intracranianas mais comuns no TCE pediátrico incluem contusões cerebrais, hematomas subdurais, hematomas epidurais e hemorragias subaracnóideas. Fraturas de crânio também são frequentes e podem estar associadas a lesões intracranianas.

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