SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
Homem, 27 anos, vítima de acidente de motocicleta, chega ao pronto-socorro com Glasgow 13 (abertura ocular 3, resposta verbal 4, resposta motora 6), queixa-se de cefaleia intensa e apresenta vômitos repetidos. Ao exame, não há déficit focal. A tomografia de crânio evidenciou contusão cerebral frontal direita de 15 mm, sem desvio da linha média. Considerando o quadro apresentado, é correto afirmar que:
Contusões cerebrais são dinâmicas e podem expandir nas primeiras 48h → Reavaliação clínica e TC são essenciais.
No TCE moderado, contusões hemorrágicas frequentemente apresentam o fenômeno de 'blossoming' (expansão) nos primeiros dois dias, exigindo vigilância rigorosa mesmo em pacientes inicialmente estáveis.
O TCE moderado é definido por uma pontuação na Escala de Coma de Glasgow entre 9 e 13. As contusões cerebrais resultam tipicamente de forças de aceleração e desaceleração, ocorrendo com maior frequência nos polos frontal e temporal, onde o parênquima cerebral entra em contato com as proeminências ósseas da base do crânio. A fisiopatologia envolve lesão vascular direta e edema perilesional progressivo. A conduta inicial foca na estabilização hemodinâmica e respiratória, seguida de avaliação neurocirúrgica. A manutenção da pressão de perfusão cerebral e a prevenção de insultos secundários (hipóxia, hipotensão) são pilares do tratamento para otimizar o desfecho neurológico do paciente.
A intervenção cirúrgica é geralmente indicada em pacientes com deterioração neurológica progressiva, sinais de hipertensão intracraniana refratária, volume da contusão superior a 20 cm³ com desvio da linha média maior que 5 mm, ou compressão de cisternas basais na tomografia computadorizada.
A TC de controle é fundamental porque cerca de 50% das contusões cerebrais aumentam de volume nas primeiras 24 a 48 horas após o trauma inicial. Esse fenômeno de expansão pode levar a um efeito de massa significativo e deterioração clínica súbita, mesmo que o paciente estivesse estável na admissão.
O uso de anticonvulsivantes (como fenitoína ou levetiracetam) é indicado nos primeiros 7 dias após o trauma (profilaxia precoce) em pacientes de alto risco, incluindo aqueles com contusões corticais, fraturas com afundamento ou Glasgow menor que 10, para prevenir crises epilépticas pós-traumáticas precoces.
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