TCE Leve: Quando Indicar Tomografia de Crânio e Observação

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Uma mulher com 20 anos de idade é atendida no Pronto-Socorro de um hospital. Seu acompanhante relata que, há cerca de 20 minutos, ela bateu a cabeça após tropeçar em um degrau e sofrer uma queda. Houve perda da consciência e um episódio de vômito. Ao exame físico, a paciente apresenta abertura ocular espontânea, responde de forma confusa e obedece às ordens solicitadas, movimentando corretamente os membros superiores e inferiores; as pupilas encontram-se isocóricas e fotorreagentes.Considerando a história clínica da paciente e os dados do exame físico, assinale a opção que apresenta, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta adequada ao caso.

Alternativas

  1. A) Traumatismo leve; solicitar tomografia de crânio e avaliação clínica seriada.
  2. B) Traumatismo moderado; solicitar tomografia de crânio e avaliação clínica seriada.
  3. C) Traumatismo leve; solicitar avaliação clínica seriada e tomografia de crânio se a pontuação na escala de Glasgow for menor que 15 após 2 horas.
  4. D) Traumatismo moderado; solicitar avaliação clínica seriada e tomografia de crânio se a pontuação na escala de Glasgow for menor que 15 após 2 horas.

Pérola Clínica

TCE leve (GCS 13-15) com perda de consciência/vômito → TC de crânio e observação.

Resumo-Chave

Embora a paciente tenha um GCS de 14 (TCE leve), a presença de perda de consciência e vômito são fatores de risco para lesão intracraniana, indicando a necessidade de tomografia de crânio. A avaliação clínica seriada é fundamental para monitorar a evolução neurológica.

Contexto Educacional

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma causa comum de morbidade e mortalidade, e sua avaliação inicial é crucial. A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é a ferramenta primária para classificar a gravidade do TCE. Um GCS entre 13 e 15 define o TCE leve. No entanto, mesmo pacientes com TCE leve podem apresentar lesões intracranianas significativas, especialmente na presença de fatores de risco. A paciente em questão, com GCS 14 (O4V4M6), se enquadra na categoria de TCE leve. Contudo, a história de perda de consciência e vômito são fatores de risco importantes para lesão intracraniana. Diretrizes como as do Canadian CT Head Rule ou New Orleans Criteria recomendam a realização de tomografia computadorizada de crânio nesses casos para descartar hematomas, contusões ou outras lesões que possam exigir intervenção. A conduta adequada, portanto, inclui a realização da tomografia de crânio para avaliação inicial e, independentemente do resultado, a observação e avaliação clínica seriada. Isso permite monitorar a evolução neurológica do paciente e identificar qualquer sinal de deterioração, como piora do nível de consciência, cefaleia progressiva ou novos déficits focais, que indicariam a necessidade de reavaliação e possível intervenção.

Perguntas Frequentes

Como é classificado o Traumatismo Cranioencefálico (TCE) pela Escala de Coma de Glasgow (GCS)?

O TCE é classificado como leve (GCS 13-15), moderado (GCS 9-12) ou grave (GCS 3-8). A pontuação da paciente é 14 (O4V4M6), caracterizando um TCE leve.

Quais são os fatores de risco que indicam a necessidade de tomografia de crânio em um TCE leve?

Fatores como perda de consciência, vômito, amnésia pós-traumática, cefaleia intensa, convulsão pós-traumática, uso de anticoagulantes ou idade avançada são indicativos de TC de crânio, mesmo em TCE leve.

Qual a importância da avaliação clínica seriada em pacientes com TCE leve?

A avaliação seriada permite identificar a deterioração neurológica precoce, que pode indicar a progressão de uma lesão intracraniana inicialmente sutil, possibilitando intervenção rápida e melhor prognóstico.

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