HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
Os cuidados básicos ou iniciais serão oferecidos a todos os pacientes com traumatismo crânioencefálico (TCE) grave e devem ser realizados independentemente de já ter ocorrido hipertensão intracraniana. A melhor alternativa que versa sobre parte desses cuidados é:
TCE grave → Cabeceira 30° + Posição neutra + Sedoanalgesia (Midazolam + Fentanyl) para controle de PIC.
O manejo inicial do TCE grave foca na estabilização hemodinâmica e ventilatória para evitar lesões secundárias. A sedoanalgesia com benzodiazepínicos e opioides é fundamental para reduzir o metabolismo cerebral e a pressão intracraniana.
O manejo do Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave (Escala de Coma de Glasgow ≤ 8) exige uma abordagem protocolada para minimizar a lesão secundária, que ocorre após o impacto inicial devido a hipóxia, hipotensão e edema cerebral. As diretrizes da Brain Trauma Foundation enfatizam a manutenção da estabilidade fisiológica como pilar do tratamento. Além do posicionamento e sedação, o controle hemodinâmico deve visar uma Pressão Arterial Sistólica ≥ 100-110 mmHg para garantir a perfusão cerebral. A ventilação deve buscar a normóxia e normocapnia. O uso de soluções isotônicas é preferencial para evitar o edema cerebral osmótico, mantendo a volemia adequada sem sobrecarga hídrica desnecessária.
A recomendação padrão é manter a cabeceira elevada a 30 graus e em posição neutra. Isso otimiza o retorno venoso jugular e ajuda a reduzir a pressão intracraniana (PIC) sem comprometer significativamente a pressão de perfusão cerebral (PPC). Elevações excessivas (acima de 45-60 graus) podem reduzir a pressão arterial média e, consequentemente, a PPC, sendo contraindicadas na fase aguda do trauma.
O dióxido de carbono é um potente regulador do fluxo sanguíneo cerebral. A hipercapnia (PaCO2 elevada) causa vasodilatação das arteríolas cerebrais, aumentando o volume sanguíneo intracraniano e, por conseguinte, a PIC. O alvo ideal é a normocapnia (PaCO2 entre 35-45 mmHg). A hipocapnia extrema (hiperventilação) deve ser evitada, pois causa vasoconstrição excessiva e pode levar à isquemia cerebral secundária.
A combinação de um benzodiazepínico de curta ação, como o Midazolam, e um opioide, como o Fentanil, é amplamente utilizada. Essa associação permite um controle pressórico estável, redução do consumo metabólico cerebral de oxigênio (CMRO2) e facilitação da ventilação mecânica controlada, sendo essencial para o manejo da hipertensão intracraniana refratária e para o conforto do paciente crítico.
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