HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Homem, 22 anos, vítima de queda de motocicleta a 50 km/h, sem capacete, há 30 minutos. Trazido pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. Dados do local: PA 110 x 70 mmHg, FC 90 bpm, FR 16 ipm, escala de coma de Glasgow AO 4, RV 4, RM 6. Chega ao hospital com via aérea pérvia, exame torácico sem alterações, PA 110 x 60 mmHg, FC 85 bpm, FR 15 ipm, SatO₂ 95%, FAST negativo, sem deformidades em membros inferiores e superiores, ferimento corto-contuso em região parietal direita, com curativo compressivo, midríase à direita, escala de coma de Glasgow AO 2, RV 2, RM 4. O hospital não possui especialidades cirúrgicas.Qual é o diagnóstico e quais condutas devem ser tomadas nesse momento?
TCE Grave (Glasgow ≤ 8) + midríase unilateral → IOT imediata e transferência para neurocirurgia.
A piora do nível de consciência e o surgimento de anisocoria (midríase unilateral) em um paciente com TCE indicam uma lesão expansiva intracraniana com risco de herniação cerebral. A intubação orotraqueal é crucial para proteger a via aérea e otimizar a oxigenação e ventilação, prevenindo lesões cerebrais secundárias, enquanto a transferência é essencial para tratamento definitivo.
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em jovens adultos, frequentemente associado a acidentes de trânsito. A avaliação inicial e o manejo adequado são cruciais para determinar o prognóstico. A classificação do TCE baseia-se principalmente na Escala de Coma de Glasgow (ECG), sendo considerado grave quando a pontuação é igual ou inferior a 8. A fisiopatologia do TCE envolve lesões primárias (diretas) e secundárias (hipóxia, hipotensão, edema, isquemia), que podem ser prevenidas ou minimizadas com um manejo rápido e eficaz. Sinais de deterioração neurológica, como a queda da ECG e o surgimento de anisocoria (midríase unilateral), indicam aumento da pressão intracraniana e risco de herniação cerebral, exigindo intervenção imediata. A conduta inicial em um TCE grave inclui a proteção da via aérea com intubação orotraqueal, manutenção da oxigenação e ventilação adequadas, controle da pressão arterial e, se necessário, medidas para reduzir a pressão intracraniana. A transferência para um centro de trauma com neurocirurgia é imperativa quando o hospital de origem não possui os recursos para o tratamento definitivo.
Um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é classificado como grave quando a pontuação na Escala de Coma de Glasgow (ECG) é igual ou inferior a 8. Isso indica uma alteração significativa do nível de consciência e um alto risco de lesão cerebral secundária.
A intubação orotraqueal (IOT) é indicada em pacientes com TCE quando a Escala de Coma de Glasgow é ≤ 8, para proteger a via aérea e garantir oxigenação e ventilação adequadas. Também é considerada em casos de hipoxemia, hipercapnia ou risco iminente de aspiração.
A midríase unilateral em um paciente com TCE é um sinal alarmante que sugere compressão do terceiro nervo craniano, frequentemente devido a uma lesão expansiva intracraniana (como hematoma) causando herniação uncal. Indica uma emergência neurocirúrgica e a necessidade de intervenção imediata.
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