FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Jovem de 20 anos, vítima de acidente de trânsito com colisão frontal, foi arremessado com a região cervical em direção ao volante do carro. Na admissão, apresenta franca insuficiência respiratória, rouquidão, enfisema subcutâneo, dor e crepitação em região cervical anterior. Na avaliação inicial deste paciente, após o insucesso na tentativa de intubação orotraqueal, a melhor maneira de manter e garantir uma via aérea pérvia é através de:
Trauma cervical + insuficiência respiratória + rouquidão + enfisema/crepitação + IOT falha → Traqueostomia de emergência.
Em trauma cervical com suspeita de lesão traqueal/laríngea e via aérea difícil, a falha na intubação orotraqueal (IOT) indica a necessidade de uma via aérea cirúrgica definitiva. A traqueostomia é preferível à cricotireoidostomia em casos de lesão laríngea ou traqueal alta, pois evita a manipulação de uma área já comprometida.
O trauma cervical, especialmente por colisão frontal, pode resultar em lesões graves da via aérea superior, incluindo fraturas laríngeas e rupturas traqueais. A apresentação clínica de rouquidão, estridor, enfisema subcutâneo e crepitação cervical, associada à insuficiência respiratória, é altamente sugestiva dessas lesões e indica uma emergência de via aérea. A avaliação inicial deve focar na estabilização da via aérea. Em casos de via aérea difícil ou falha na intubação orotraqueal (IOT), que pode ser contraindicada ou agravar a lesão, uma via aérea cirúrgica torna-se imperativa. A cricotireoidostomia é uma opção rápida para acesso de emergência, mas em lesões laríngeas ou traqueais altas, ela pode ser realizada através do local da lesão, potencialmente piorando o prognóstico. Nessas situações específicas de trauma laríngeo/traqueal com IOT falha, a traqueostomia de emergência é a conduta preferencial. Embora mais complexa e demorada que a cricotireoidostomia, ela permite um acesso mais distal à lesão, evitando a manipulação da área comprometida e proporcionando uma via aérea mais segura e definitiva para o paciente gravemente ferido.
Rouquidão, estridor, enfisema subcutâneo cervical, dor e crepitação à palpação cervical anterior, e insuficiência respiratória progressiva são indicativos de lesão laríngea ou traqueal.
A intubação pode ser difícil ou impossível devido à distorção anatômica, edema ou sangramento na via aérea. Tentar repetidamente pode agravar a lesão e o edema.
A traqueostomia é preferível quando há suspeita de lesão laríngea ou traqueal alta, pois a cricotireoidostomia pode ser realizada através da área lesada, agravando o quadro. A traqueostomia permite um acesso mais distal à lesão.
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