HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2018
Assinale a alternativa INCORRETA.
Pulso distal presente ≠ ausência de lesão arterial; sinais 'hard' exigem exploração imediata.
No trauma vascular, sinais 'hard' (sangramento ativo, isquemia) indicam cirurgia, enquanto sinais 'soft' (déficit neurológico) sugerem, mas não confirmam, lesão vascular.
O manejo do trauma vascular baseia-se na distinção entre sinais de certeza (hard signs) e sinais sugestivos (soft signs). A presença de sinais 'hard' em ferimentos penetrantes tem alto valor preditivo positivo para lesão arterial, dispensando exames de imagem e indicando exploração cirúrgica. Já os sinais 'soft', como história de hemorragia ou proximidade com trajeto vascular, exigem investigação com Doppler ou Angiotomografia. É vital lembrar que o espasmo arterial é um diagnóstico de exclusão, especialmente em traumas contusos, e nunca deve atrasar a investigação de uma possível trombose ou dissecção intimal. A preservação do membro depende do tempo de isquemia quente, sendo o 'shunting' temporário uma opção em traumas complexos com necessidade de fixação ortopédica prévia à reconstrução definitiva.
Os sinais 'hard' (fortes) incluem sangramento arterial ativo (pulsátil), hematoma pulsátil ou em expansão, ausência de pulsos distais, frêmito ou sopro no local da lesão e sinais de isquemia aguda (palidez, dor, ausência de pulso, parestesia, paralisia). A presença de qualquer um desses sinais geralmente indica necessidade de intervenção cirúrgica imediata.
Embora nervos e vasos frequentemente caminhem juntos em feixes neurovasculares (como na região inguinal), uma lesão nervosa isolada pode ocorrer por trauma direto (projétil ou contusão) sem romper o vaso adjacente. Portanto, é um sinal sugestivo ('soft'), mas não confirma (patognomônico) a lesão vascular.
A preferência é sempre pela reconstrução primária (anastomose término-terminal) se não houver tensão. Caso seja necessário um enxerto, prioriza-se o enxerto autógeno (geralmente veia safena magna invertida do membro contralateral) devido à maior resistência a infecções em comparação com próteses sintéticas.
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