Trauma Vascular: Diagnóstico e Conduta em Emergências

HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2018

Enunciado

Assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Hematoma pulsátil e sangramento ativo são sinais altamente compatíveis com lesão arterial. 
  2. B) Lesão nervosa associada à ferida por arma de fogo na região inguinal é sinal patognomônico de lesão vascular.
  3. C) Em um membro com traumatismo ortopédico, a presença de pulso distal não descarta lesão arterial associada.
  4. D) O espasmo arterial pode surgir em decorrência de traumatismo arterial, porém deve ser considerado diagnóstico de exclusão.
  5. E) A reconstrução vascular deve ser feita de preferência com enxerto autógeno. 

Pérola Clínica

Pulso distal presente ≠ ausência de lesão arterial; sinais 'hard' exigem exploração imediata.

Resumo-Chave

No trauma vascular, sinais 'hard' (sangramento ativo, isquemia) indicam cirurgia, enquanto sinais 'soft' (déficit neurológico) sugerem, mas não confirmam, lesão vascular.

Contexto Educacional

O manejo do trauma vascular baseia-se na distinção entre sinais de certeza (hard signs) e sinais sugestivos (soft signs). A presença de sinais 'hard' em ferimentos penetrantes tem alto valor preditivo positivo para lesão arterial, dispensando exames de imagem e indicando exploração cirúrgica. Já os sinais 'soft', como história de hemorragia ou proximidade com trajeto vascular, exigem investigação com Doppler ou Angiotomografia. É vital lembrar que o espasmo arterial é um diagnóstico de exclusão, especialmente em traumas contusos, e nunca deve atrasar a investigação de uma possível trombose ou dissecção intimal. A preservação do membro depende do tempo de isquemia quente, sendo o 'shunting' temporário uma opção em traumas complexos com necessidade de fixação ortopédica prévia à reconstrução definitiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais 'hard' de lesão vascular?

Os sinais 'hard' (fortes) incluem sangramento arterial ativo (pulsátil), hematoma pulsátil ou em expansão, ausência de pulsos distais, frêmito ou sopro no local da lesão e sinais de isquemia aguda (palidez, dor, ausência de pulso, parestesia, paralisia). A presença de qualquer um desses sinais geralmente indica necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

Por que a lesão nervosa não é patognomônica de lesão vascular?

Embora nervos e vasos frequentemente caminhem juntos em feixes neurovasculares (como na região inguinal), uma lesão nervosa isolada pode ocorrer por trauma direto (projétil ou contusão) sem romper o vaso adjacente. Portanto, é um sinal sugestivo ('soft'), mas não confirma (patognomônico) a lesão vascular.

Qual a preferência de conduta na reconstrução vascular traumática?

A preferência é sempre pela reconstrução primária (anastomose término-terminal) se não houver tensão. Caso seja necessário um enxerto, prioriza-se o enxerto autógeno (geralmente veia safena magna invertida do membro contralateral) devido à maior resistência a infecções em comparação com próteses sintéticas.

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