HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Homem, 33 anos, em um bar, se envolveu em uma briga e foi vítima de lesão por arma de fogo e transportado imediatamente ao pronto socorro. O ferimento teve o seu orifício de entrada em face posterior do terço distal da coxa e orifício de saída em face anterior do terço medial da perna. Paciente dá entrada com pulsos proximais e distais do membro acometido presentes, membro acometido mantém se perfundido, com mobilidade e sensibilidade presentes. Não há sangramento em grande quantidade pelos orifícios de entrada e saída do projétil. Diante do caso, qual seria a conduta mais adequada?
Ferimento transfixante em proximidade vascular, mesmo com pulsos presentes, exige investigação complementar.
Ferimentos por arma de fogo em membros, especialmente transfixantes ou próximos a feixes vasculares, mesmo na presença de pulsos distais e membro perfundido, requerem investigação complementar para descartar lesões vasculares ocultas. A ausência de sinais 'duros' não exclui lesões que podem se manifestar tardiamente.
O trauma vascular em membros, especialmente por arma de fogo, é uma condição grave que exige avaliação e manejo rápidos. Mesmo na ausência de sinais 'duros' de lesão vascular, como isquemia ou ausência de pulsos, a proximidade da trajetória do projétil com vasos importantes (como a região poplítea) impõe a necessidade de investigação. A presença de pulsos distais não exclui lesões vasculares parciais, lesões intimales ou pseudoaneurismas que podem evoluir para complicações graves. Portanto, a conduta mais adequada não é o tratamento conservador imediato, nem a exploração cirúrgica indiscriminada, mas sim a realização de exames complementares de imagem. A ultrassonografia vascular com Doppler é uma ferramenta inicial útil, mas a arteriografia e/ou flebografia são consideradas o padrão-ouro para o diagnóstico preciso de lesões arteriais e venosas, respectivamente. Esses exames permitem identificar a extensão e o tipo de lesão, guiando a decisão por tratamento conservador com observação ou intervenção cirúrgica.
Os sinais 'duros' incluem hemorragia ativa pulsátil, hematoma expansivo, sopro ou frêmito, isquemia distal (dor, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia) e ausência de pulsos distais.
Ferimentos transfixantes ou próximos a vasos importantes podem causar lesões intimales, pseudoaneurismas, fístulas arteriovenosas ou tromboses tardias, que não se manifestam imediatamente com isquemia, mas podem ter consequências graves se não diagnosticadas.
A ultrassonografia vascular com Doppler é um bom método inicial não invasivo. A arteriografia e a flebografia são exames mais invasivos, mas com alta sensibilidade e especificidade para detalhar a lesão e planejar a abordagem cirúrgica, se necessária.
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